19/04/2016 às 09h05min - Atualizada em 19/04/2016 às 09h05min

Falta de médico causa lotação no Pronto Atendimento da Sede nesta segunda(19)

Por André Jordão

O Sistema de Saúde no Brasil é extremamente deficiente. O problema, antigo, que já resultou em inquéritos e ações do Ministério Público, já foi mais grave, mas, de vez em quando, volta a assolar os usuários do sistema de saúde de forma aguda.

Este fluxo de pacientes com doenças de caráter eletivo (aquelas que não são de urgência), que procuram os Pronto Atendimento Municipal(PAM), contribuem para tumultuar o ambiente nestes setores, além de ser um fator importante na superlotação do mesmo.

Durante o dia de ontem(18), o Pronto Atendimento da Sede ficou lotado de pacientes que aguardavam consultas, as vezes rotineiras e que atrapalham quem realmente precisa.

Por lá, estavam pacientes que tinham chegado às 10h e até às 15h ainda não haviam sido atendidos.

Casos urgentes e pediátricos também estavam nesse rol. 

Rodrigo dos Santos, que estava acompanhando seu filho, diz que mais de quarenta pessoas estavam na fila.

"Aqui na fila há mais de quarenta pessoas. Eu e meu filho estamos esperando a muito tempo. Ele é menor, deveria ter seu atendimento priorizado", reclama Rodrigo.

 

Outro lado

Comunicamos que no Pronto Atendimento Municipal(PAM) o atendimento é feito através do acolhimento com classificação de risco, conforme preconiza a Portaria 2.048/2002 do Ministério da Saúde.

Portanto, ao chegarem no PAM todos passam por uma triagem em que são aferidos os sinais vitais, como pressão arterial, temperatura e outros que apontem o estado do paciente.

É nesse momento que é feita a classificação de risco, e as urgências e emergências têm preferência na fila. Fazem parte do grupo prioritário de atendimento os idosos, gestantes e crianças de colo.

A fila incomum deve-se à falta de um médico, que comunicou às 7 horas, não sendo possível antecedência para substituí-lo em função da agenda de outros médicos.

Outro problema é que alguns pacientes se recusam a seguir o fluxo e escolhem o médico plantonista por quem querem ser atendidos.

Finalmente, muitos pacientes vão ao atendimento que deveria ser exclusivamente para urgências e emergências para mostrar exames e trocar receituários, o que deveria ser feito nas Unidades Básicas de Saúde.

Para solucionar esse problema das consultas para mostrar resultados e trocar receituários, será feita pela Secretaria de Saúde um trabalho de conscientização da população para recorrer à Unidade Básica de Saúde.

 

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