09/11/2015 às 21h20min - Atualizada em 09/11/2015 às 21h20min

Governo exige que Samarco forneça água potável à população afetada pela lama

Mineradora também terá que monitorar área atingida por quatro meses

Gazeta Online

Com a previsão de que a lama atinja o Espírito Santo na madrugada desta terça-feira (10), o Governo do Estado exigiu que a Samarco dê apoio aos capixabas que vivem nas cidades cortadas pelo Rio Doce e que serão afetadas pelos rejeitos. A mineradora responsável pela barragem que se rompeu em Minas Gerais na última quinta terá que fornecer água potável para o consumo humano e animal.

Os riscos ambientais e socioeconômicos também fizeram com que o Governo, através do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), obrigasse a empresa a monitorar- e identificar - se a água do Rio Doce e do mar contém substâncias contaminantes.

Outra exigência do Governo é que a Samarco disponibilize aeronaves para sobrevoo de profissionais envolvidos nas ações preventivas e que aliviem os impactos da onda de rejeitos. Já para monitorar os impactos e buscar formas para minimizá-los na fauna, flora, água e população, a mineradora deverá disponibilizar uma equipe multidisciplinar e emitir laudos técnicos para o Iema.
Assim que os rejeitos deixem o Rio Doce, a empresa deverá providenciar a limpeza de toda a área afetada pela lama. A determinação é que esse trabalho aconteça enquanto for verificada a presença do poluente.
 
Por último, o Iema determina que a empresa apresenta um Plano de Monitoramento da persistência dos poluentes nos meios atingidos em até 120 dias, assim como um Plano de Reparação Inicial dos danos no prazo de 30 dias.

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