23/10/2015 às 10h40min - Atualizada em 23/10/2015 às 10h40min

Menina fica paraplégica após vacinação

ES de Fato

Desde agosto, a família de Ana Julia Oliveira Rodrigues, de apenas quatro anos, vive um drama. A menina perdeu os movimentos das pernas após tomar uma vacina contra a paralisia infantil. A dose foi ministrada no posto de saúde do bairro Amaral, em Cachoeiro de Itapemirim.

De acordo a manicure Monique da Silva Oliveira, 23 anos, mãe da criança, a filha foi vacinada em 15 de agosto. Dias depois, a criança começou a sentir dores e perder os movimentos. Ela foi levada novamente à unidade de saúde do bairro Amaral, onde o médico receitou paracetamol, por 20 dias.

Como a situação só se agravava, Monique levou a filha no dia 31 de agosto ao Hospital Infantil Francisco de Assis, onde ficou internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) por uma semana.

A família acredita que a vacina tenha provocado à paralisia na criança. “No dia anterior ao que minha filha foi vacinada, vândalos invadiram o posto de saúde e desligaram a energia do local, vindo a estragar centenas de doses de vacina. Quem garante que ela não tomou uma vacina dessa estragada? O laudo diz que a vacina pode ter causado a paralisia nela”, revela Monique.

A advogada Andreia Cristina Barra, que atua no caso de forma voluntária, entrou com processo contra a Prefeitura e contra o Governo Federal. Ela pede na ação auxílio alimentação, transporte para escola, o tratamento e auxílio financeiro para a criança, já que a mãe teve que parar de trabalhar para cuidar de Ana Júlia.

A família afirma que o Município não tem dado assistência a criança. Mas através de nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que as equipes estão acompanhando o caso. “A paciente vem recebendo total assistência do município e foi encaminhada ao neurologista. Atualmente, vem tomando medicamentos e recebendo tratamento em fisioterapia, na Apae, no bairro São Geraldo. O apoio no transporte também vem sendo oferecido à família, para levá-la às sessões do tratamento. Quanto ao diagnóstico, a Coordenação Estadual de Imunizações emitiu o parecer, afirmando que a dose não foi a causa da paralisia”, comunica a Secretaria Municipal de Saúde.


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