05/11/2015 às 12h40min - Atualizada em 05/11/2015 às 15h40min

Embaixador holandês e CEO do Porto de Roterdã visitam área do Porto Central em Presidente Kennedy

Por Fábio Jordão

 

Representantes da Embaixada da Holanda no Brasil e o CEO financeiro do Porto de Roterdã, estiveram nesta quinta-feira (05) em Praia das Neves, litoral de Presidente Kennedy.

Liderados pelo embaixador Han Peters, visitaram pela manhã a área que será destinada ao futuro Porto Central, previsto para ser o maior terminal portuário privado do país.

Acompanhados dos CEO’s da TPK Logística e de representantes do governo do Espírito Santo e do município de Presidente Kennedy, eles visitaram a região litorânea onde será construído o empreendimento.

O CEO de Roterdã conheceu todo o projeto na área de construção, logística e transporte que foi apresentado pela TPK. Quanto a Prefeitura coube apresentar as futuras intervenções por parte do governo municipal, principalmente relativas às melhorias de vias de acesso ao empreendimento.

Para o representante da Prefeitura, José Augusto Paiva, a visita da comitiva a área do Porto Central foi de grande importância. “Demos garantias de nossas intervenções estruturantes e a continuação do diálogo entre Prefeitura, TPK Logística e Porto de Roterdã que têm know how em logística e transportes, com o propósito de reafirmarem os investimentos econômicos devido a construção do porto em nossa região”.

 

A manifestação de interesse de Roterdã e do governo Holandês é importantíssima nesse momento em que o governo do Estado conseguiu judicialmente a posse dos terrenos onde será construído o porto.

O empreendimento ocupará área de 20 milhões de metros quadrados e demandará investimentos da ordem de R$ 5 bilhões, com a construção prevista para o segundo semestre de 2016.

Embora o início da construção do Porto Central esteja previsto para os próximos meses, a implantação total do projeto é de longo prazo, entre oito e dez anos.

Várias empresas de diferentes áreas que atuam no Brasil e em outras partes do mundo já manifestaram interesse em operar no Porto Central. A expectativa é que o projeto do superporto seja um importante indutor do desenvolvimento da região sul do Estado. 

O Porto Central tem como sócios o Porto de Roterdã, que será o gestor e operador do projeto, o governo do Espírito Santo, por meio de um de seus fundos e um grupo de investidores da TPK Logística (Polimix, Fiab Participações e Nova K).

 

 

Conheça o Porto Central

O Porto Central, que será construído em Presidente Kennedy, seguirá o modelo do Porto de Roterdã (Holanda) de porto-indústria. 

O terminal irá operar diversos tipos de cargas como: granéis líquidos (petróleo e derivados e produtos químicos), granéis sólidos (minério de ferro, carvão, ferro gusa), além de soja, milho, trigo e outros produtos agrícolas, fertilizantes e veículos.

O Porto Central também vai movimentar contêineres.

No terminal estão previstos 30 berços. A profundidade vai variar de 10 a 25 metros, o que vai permitir que o porto receba navios de grande porte.

Gestão

O Porto Central é um empreendimento internacional desenvolvido pela TPK Logística S/A, empresa brasileira, e o Porto de Roterdã.

Fases

O projeto prevê quatro etapas. O investimento previsto para a primeira é de R$ 1,5 bilhão.

Para as outras fases, será de cerca de R$ 5 bilhões.

Prazos

A expectativa é de que as obras tenham início no segundo semestre de 2016.

A operação do porto vai começar a partir de 2018.

Interesse
Empresas de grande porte que atuam no Brasil e em outros países já manifestaram interesse em operar no Porto Central. Óleo e gás, carga geral e contêineres são as áreas que reúnem maior número de interessados.

Empregos
Durante as obras, deverão ser criadas 4.700 vagas de empregos.

E na operação, esse número vai variar conforme a quantidade de empresas que se instalarem no porto. A expectativa é de que o número de postos de trabalho chegue a 3.500 na operação.

 

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