25/08/2020 às 11h28min - Atualizada em 25/08/2020 às 11h28min

É fake que João de Deus disse que ministros do STF pediam dinheiro e garotas em lugares secretos

Advogado de João de Deus afirma que ele não deu tal declaração e diz que vai denunciar autores da mensagem falsa a autoridades. STF refuta boato.

O advogado de João de Deus, Anderson Van Gualberto de Mendonça, diz que seu cliente jamais fez tal denúncia ou declaração. "Nem precisaria afirmar, mas as informações são inverídicas."

O advogado afirma que "causam náuseas perder tempo com mensagens de gosto tão duvidoso". E ressalta: "Como se trata de ofensas graves contra o meu cliente e contra ministros do STF, protocolamos uma notícia crime junto à Polícia Federal, à Polícia Civil do Estado de Goiás e diretamente no STF nos autos do inquérito nº 4781 (Fake News). Inclusive pediremos a prisão destas pessoas e de outras que procederam com a divulgação de forma maliciosa e dolosa."

O Supremo Tribunal Federal também reitera que "se trata de fake news".

A mensagem se aproveita do fato de pelo menos dois dos ministros do Supremo, Gilmar Mendes e Luix Fux, terem se declarado impedidos de julgar pedidos do caso João de Deus para lançar a suspeita sobre eles. Mas a acusação é inventada e jamais foi feita.

É fato público, por exemplo, que Gilmar Mendes se consultou mais de uma vez com ele em Abadiânia e, por esse motivo, alegou "foro íntimo" para não julgar nada relacionado ao médium.

Aos 79 anos, João de Deus cumpre pena de quase 60 anos em prisão domiciliar devido ao risco de contrair o novo coronavírus. Em dezembro de 2019, ele foi condenado a 19 anos de prisão por crimes sexuais contra quatro mulheres. Em janeiro de 2020, ele foi condenado a mais 40 anos de prisão em regime fechado por crimes cometidos contra outras cinco mulheres.

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