19/08/2020 às 10h36min - Atualizada em 19/08/2020 às 10h45min

Como funciona a Internação psiquiátrica?

A internação psiquiátrica pode gerar diversas dúvidas em familiares e amigos que convivem com alguém que necessita desse tipo de tratamento

DINO
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Desde o início dos tempos, os seres humanos têm dificuldades diversas para lidar com suas diferenças e com o convívio com o próximo. Pessoas que sofrem com transtornos mentais passam por situações de intolerância e preconceito social. Por isso, torna-se cada vez mais difícil que elas procurem ajuda especializada. 

Hoje em dia, esse cenário vem perdendo espaço, pois a saúde mental é um assunto que está constantemente em pauta e ganhou relevância nos últimos anos. Com isso, o tratamento psiquiátrico também pode evoluir, assim como o entendimento e o estudo dos transtornos mentais. 

Um dos tratamentos que apresentou uma evolução severa foi a internação psiquiátrica. Ela é indicada para casos mais graves e quando outros recursos que buscam a melhora da situação do paciente já foram esgotados. 

Os casos graves são caracterizados quando o paciente sofre com transtornos mentais e apresenta uma ou mais das seguintes características: risco de autoagressão, risco de heteroagressão, risco de agressão à ordem pública, risco de exposição social e incapacidade grave de autocuidado. 

Nesse cenário, a internação psiquiátrica age para estabilizar o quadro do paciente, minimizando os riscos citados, levantando necessidades psicossociais, ajustando o tratamento medicamentoso e reinserindo o paciente em seu meio social aos poucos. 

Dependentes químicos podem desenvolver transtornos mentais por conta do consumo abusivo de drogas. A internação psiquiátrica pode ser feita nesses casos, com o objetivo de tratar a dependência química e ajudar o paciente no processo de reinserção social.

Em casos de transtornos mentais mais graves, as perturbações podem ser tão grandes a ponto de colocar a vida e o bem-estar do indivíduo e das pessoas que o cercam em risco. Dessa forma, a internação psiquiátrica é o tratamento mais indicado, visando proteger a saúde física e mental do paciente e de sua família.

A internação psiquiátrica é um tratamento que carrega diversos tabus. Desde 2001, a Lei 10.216 garante os direitos básicos da pessoa que sofre com transtornos mentais, possibilitando o acesso aos melhores recursos diagnósticos e terapêuticos disponíveis e uma rede de serviços diversificada. Além disso, reconhece a internação psiquiátrica como um dos recursos terapêuticos válidos, desde que o tratamento seja feito com qualidade. 

Para falar sobre o assunto, a Dra. Cleuza Canan, psicóloga clínica e diretora-geral da Clínica Liberty, centro de tratamento especializado na recuperação e reabilitação de dependentes químicos, respondeu algumas perguntas comuns sobre internação psiquiátrica. 

O que é a internação psiquiátrica?

A internação psiquiátrica é uma ferramenta terapêutica necessária em muitos casos para auxiliar a família, o paciente e o profissional a tratar, proteger e cuidar com mais eficácia da doença. 

Qual é a importância da internação?

A internação psiquiátrica é o momento que a crise causada pela doença não pode ser controlada de outra forma. Assim, ao afastar o paciente de situações e ambientes de risco, ele poderá se recuperar mais rápido e com segurança. Além disso, vai aprender a conhecer sua doença e a si mesmo, adotando comportamentos preventivos para enfrentar seu problema. 

Como funciona a internação psiquiátrica?

Após a definição da necessidade da internação, o paciente é acolhido pelos profissionais e passa a participar de atividades terapêuticas diárias, com equipe multidisciplinar, que envolve médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, musicoterapeutas, teólogos, assistentes sociais, neuropsicólogos, nutricionistas e educadores físicos. 

Por meio dessas atividades, o paciente desenvolve o autoconhecimento e passa a conhecer melhor sua doença devido a participações em grupos operativos e seminários. 

Todas as atividades promovem o bem-estar psíquico, físico, social e familiar, devolvendo a qualidade de vida e reabilitando o paciente para a reinserção na sociedade.

Quando a internação é necessária?

O tratamento é necessário quando a pessoa apresenta alterações emocionais e comportamentais que colocam em risco a integridade física e mental do paciente e de outras pessoas. 

Após outras tentativas de tratamento sem sucesso, a internação psiquiátrica também pode ser realizada. 

Outros casos que também demandam esse tipo de tratamento são oferecer um diagnóstico mais completo dos transtornos mentais e definir uma terapia medicamentosa e psicoterapia adequadas, além de motivar a aceitação e adesão ao tratamento. 

Quanto tempo a internação pode durar?

Depende da gravidade da doença, porque toda recuperação tem um processo e fases a serem seguidas. Somente após os primeiros quinze dias de internação é possível ter uma previsão, que no decorrer da evolução do paciente pode ser modificada. 

O que é necessário para internar um dependente químico?

É preciso ter três fatores para internar um dependente químico:

  1. Avaliação por médico psiquiatra ou especialista na área que indique que a internação é necessária naquele momento 
  2. Familiar responsável pelo tratamento 
  3. Comprometimento da família em colaborar com a equipe terapêutica, participando de todas as etapas 

Qual é o papel da família do dependente durante a internação?

A família é o grupo de pessoas mais afetado pelas consequências do uso de drogas. Portanto, necessita de apoio e orientação para superar as dificuldades e traumas, bem como adquirir conhecimentos e habilidades para colaborar no processo de recuperação. 

Para saber mais sobre a Clínica Liberty, acesse o site: https://clinicaliberty.com.br 



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