27/04/2020 às 10h58min - Atualizada em 27/04/2020 às 10h58min

ES amplia número de leitos de UTI para manter taxa de ocupação fora do nível crítico

De acordo com representante da Sesa, o nível de alerta é 80%. A proposta da pasta é manter este índice no nível de atenção, em cerca de 50% de ocupação

Da Redação

Com taxa de ocupação acima de 70% dos leitos de UTI exclusivos para pacientes da covid-19, o Espírito Santo já trabalha na ampliação dos números de leitos disponíveis. De acordo com representante da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o nível de alerta é 80%. A proposta da pasta é manter este índice no nível de atenção  em cerca de 50% de ocupação.

Segundo o subsecretário de Assistência em Saúde, Fabiano Ribeiro, ao chegar aos 50%, uma fase de ampliação dos leitos foi realizada. Com a atual taxa de ocupação já é o momento previsto para que novas atitudes sejam tomadas. "Ou disparamos uma segunda fase ou tomamos outras atitudes. Não podemos passar dessa taxa sem tomar atitude. Não dá pra esperar chegar no alerta para fazer isso", explicou.

Ele ainda disse que a maior parte dos pacientes internados em leitos de UTI estão nos hospitais da região metropolitana, onde se concentram a maior parte dos casos da doença. Segundo Ribeiro, a maioria dos leitos do interior não estão sendo utilizados.

O subsecretário de Assistência em Saúde ainda explicou que a decisão da reabertura do comércio, com regras definidas, na próxima semana, será possível por meio da ampliação no número de leitos nos hospitais capixabas, o que causará uma mudança na classificação de risco dos municípios mais afetados.

Mesmo assim, reforça o pedido para que a população não afrouxe o isolamento e os cuidados necessários para combater a doença. "A flexibilidade que tem é em relação a abertura de algum comércio, com regras. Não é para todo mundo ir para a rua. As atividades de isolamento têm que vir seguidas de atitudes e entender que a vida não voltou ao normal ainda".

Em coletiva concedida no sábado (25), o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande atualizou a situação dos leitos de UTI nos hospitais estaduais diante da pandemia do novo coronavírus. "Nós estamos preparando o sistema de saúde. Na data de hoje, 24 de abril, nós temos, no sistema estadual, 184 leitos de UTI e 173 leitos de enfermaria", afirmou.

Na ocasião, Casagrande anunciou que, nesta semana, o Estado entra na segunda fase de ampliação dos leitos exclusivos para tratamento da covid-19. "Até o dia 30 de abril, nós teremos 353 leitos de UTI e teremos 460 leitos de enfermaria. Então estamos saindo de 184 para 353 leitos de UTI e estamos saindo de 173 para 460 leitos de enfermaria. Estamos saindo de um total de 357 leitos para 813 leitos, mais do que dobrando o número ", anunciou o governador.

Segundo ele, durante essa fase de ampliação, o governo tem feito contratos também com hospitais particulares. "Esses leitos estão distribuídos em diversos hospitais do Espírito Santo. Hospitais do Estado do Espírito Santo, filantrópicos e hospitais privados. Também estamos fazendo contratos com hospitais privados, sem atrapalhar os planos de saúde, sem interferir. Leitos que estão ociosos nós estamos contratando para que a gente possa ampliar nesta segunda fase. Vamos ter leitos em Aracruz, em Linhares, em Itapemirim. Esse trabalho de ampliação de leitos, para nós, é fundamental", afirmou.

O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, também participou da coletiva e destacou a importância da expansão dos leitos. "Nós estamos tentando dar passos seguros, equilibrando as medidas da saúde com as medidas econômicas e garantido o tempo todo que o sistema não colapse de maneira que a gente consiga garantir o cuidado à vida. Nós entramos na nossa segunda fase de expansão de leitos, com a expansão de uma grande quantidade tanto da rede pública, quanto na rede privada disponíveis para atender o Sistema Único de Saúde (SUS) sem comprometer as outras doenças", afirmou.

O governador anunciou também que o Hospital dos Servidores Públicos, no Centro de Vitória, passará a prestar serviços de ortopedia, de modo que o espaço no Jayme Santos Neves seja liberado.

"Eu vi lá no estado de Roraima, montaram um hospital gigantesco, e não tem como funcionar. Nós estamos aproveitando toda a estrutura hospitalar que nos temos no estado - pública, filantrópica, e privada - para que a gente possa avançar. Nós vamos utilizar o hospital dos servidores públicos para que a gente possa prestar serviços de ortopedia - vai ser um trabalho que vai liberar, por exemplo, espaço no Jayme Santos Neves", destacou vai ser um trabalho que vai liberar, por exemplo, espaço no Jayme Santos Neves", destacou. 


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