25/10/2019 às 08h45min - Atualizada em 25/10/2019 às 08h45min

Comitiva de Bolsonaro vai apresentar projeto capixaba na China

Porto Central, em Presidente Kennedy, foi o único projeto de infraestrutura selecionado pelo governo federal

Gazeta Online
Foto: Divulgação

O CEO do Porto Central, José Maria Novaes, é um dos integrantes da comitiva do presidente Jair Bolsonaro (PSL) em sua Missão Empresarial à Ásia. Nesta sexta-feira (25), o executivo apresenta aos investidores chineses sobre o projeto do Porto Central, em Presidente Kennedy, no Sul capixaba.

O empreendimento portuário foi, segundo a diretoria do Porto Central, o único projeto de infraestrutura selecionado pelo governo federal para fazer uma apresentação no Seminário de Investimentos em Infraestrutura nesta sexta em Pequim. Novaes vai dividir o painel com representantes da Secretaria Especial do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), do Ministério de Minas e Energia e da Petrobras.

De acordo com a empresa, os chineses já vêm demonstrando interesse de investir no Brasil e essa será uma ótima oportunidade para estreitar as relações e efetivar negócios. Algumas petrolíferas asiáticas já estão, inclusive, em estágio avançado de negociação junto aos empreendedores do Porto Central.

“Estamos cada vez mais próximos da tomada de decisão para o investimento no porto. Tem investidores chineses que pensam em ter participação, ou seja, analisam ser sócios do Porto Central, e tem também as petroleiras que são potenciais clientes”, informou a companhia que prevê investir R$ 3,5 bilhões na primeira fase do projeto.

O Porto Central - da TPK Logística e do Porto de Roterdã - já tem a licença de instalação (LI) desde março de 2018, mas aguarda o fechamento de contratos junto a clientes para dar o pontapé inicial nas obras. Segundo a diretoria, isso está bem próximo de acontecer.

Os primeiros contratos deverão ser firmados junto a companhias do setor de óleo e gás. Enquanto não há confirmação e certezas sobre a implantação de uma ferrovia que chegue até o Sul do Estado, o atendimento a outros tipos de cargas vai ser postergado. Mas vale ressaltar que o projeto do porto prevê o atendimento a diferentes tipos de cargas, como granéis, minério, rochas ornamentais, contêineres, veículos, produtos siderúrgicos, fertilizantes, entre outros.

A expectativa é que até meados de 2020 a construção do porto seja iniciada. Para isso, a empresa está retomando os investimentos na área ambiental, com o objetivo de atender condicionantes exigidas pelo Ibama.


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