11/10/2019 às 10h29min - Atualizada em 11/10/2019 às 10h29min

Falsa narrativa de desequilíbrio fiscal volta à tona com neoaliados de Paulo Hartung

Foto: Ana Paula Abrão e Paulo Hartung

Quem acompanha de perto a nova administração estadual já percebeu. É possível sim ter uma gestão fiscal responsável sem abrir da realização de investimentos em infraestrutura e entregas na área social. Diferentemente de seu antecessor – que optou pelo caminho da total paralisia do Estado –, o atual governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, escolheu trilhar o caminho de um governo “eficiente, justo e sustentável”.

Só que o êxito das ações da atual gestão parece incomodar, tanto que ressurge no horizonte a falsa narrativa do desequilíbrio fiscal. Se antes, a trama falaciosa partiu daqueles que seriam futuros integrantes do governo PH, agora, surgem em cena os neoaliados de Hartung. Desde que deixou o governo, Paulo César se dedica à atividade de lobista. Ele também passou a bajular e ser incensado por movimentos políticos de âmbito nacional.
 

Em artigo publicado no Estadão desta terça-feira (8), a economista Ana Carla Abrão é toda elogios à gestão estadual passada e abre uma trincheira contra a atual administração. Os sinais da tentativa de construção de um clima bélico são claros. A integrante do Renova BR critica a anistia concedida aos policiais militares que participaram do movimento reivindicatório de fevereiro de 2017 e elogia o fato de Hartung não ter “cedido diante de uma greve policial”.

Além disso, Abrão distorce ainda a realidade sobre a situação do projeto da Escola Viva – que foi mantido pela atual gestão – e a criação de uma fundação pública de direito privado para a gestão de hospitais públicos (por ora submetidos a gestões terceirizadas, algumas de qualidade duvidosa). Todas essas mentiras embaladas na narrativa de uma suposta desorganização das contas, a qual chega ao cúmulo de insinuar como “retrocesso”. Falácia!

Mas não há nada de inédito nas atitudes do lobista Paulo César, que, mais uma vez, decide terceirizar sua voz, usando a de terceiros para emitir seus recados. Não à toa foi pinçar uma “pretensa especialista” de seu novo arranjo político para fazer tais ilações. Só que tão ruim quanto a mensagem é o seu emissor. Ana Paula Abrão, secretária da Fazenda do Governo de Goiás na gestão do ex-governador Marconi Perillo (preso por corrupção), não esbanja um currículo tão vistoso. Pelo contrário, seu nome é citado em reportagens sobre multas impostas pelo Tribunal de Contas goiano por irregularidades na conta centralizadora daquele Estado.


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