09/08/2019 às 15h09min - Atualizada em 09/08/2019 às 15h09min

Operação Rubi: acusados por esquema de propina deixam a prisão

Eles são ligados à empresa acusada de pagar dinheiro sujo à cúpula da prefeitura, no Sul do Espírito Santo, em troca de vantagens

Gazeta Online

Duas pessoas presas em maio na Operação Rubi - que apura fraude em contratos em troca de pagamento de propinas a agentes políticos no interior do Estado do Espírito Santo - tiveram decisões judiciais favoráveis. Uma deixou a prisão no final de julho. A outra deve sair da cadeia a qualquer momento. Ambas estavam presas preventivamente.

Contador da empresa Limpeza Urbana, Isaías Pacheco do Espírito Santo deixou o presídio em 26 de julho. A informação foi confirmada pela Secretaria estadual de Justiça (Sejus) nesta sexta-feira (09). Ele é apontado pelo Ministério Público Estadual (MPES) como homem de confiança do dono da empresa e responsável pelo aval a pagamentos ilícitos.

A Limpeza Urbana é comandada por Marcelo Marcondes. A operação foi deflagrada quando ele levava R$ 33 mil em espécie à casa onde vivem a prefeita afastada de Presidente Kennedy, Amanda Quinta (sem partido), e o companheiro dela, o ex-secretário de Desenvolvimento da cidade, José Augusto de Paiva. Marcondes fechou acordo de delação premiada e saiu da cadeia. O casal segue preso.

Cristiano Graça Souto deve deixar o presídio em breve. É que, em decisão datada de 7 de agosto, o desembargador Fernando Zardini, relator da operação no Tribunal de Justiça do Estado (TJES), determinou a expedição do alvará de soltura para Cristiano. O acusado apareceu como sócio formal da Limpeza Urbana, embora fosse o motorista da empresa. Cristiano tem colaborado com as investigações do MPES. O órgão entendeu que a prisão dele não é mais necessária por não haver riscos à ordem pública ou à instrução criminal. Contudo, até a manhã desta sexta-feira, ele permanecia no Centro de Detenção Provisória de Viana 2.

"Partindo-se do que afirmado pelo Ministério Público no atual requerimento, não remanescem presentes os requisitos da prisão preventiva, sendo cabível a liberdade mediante a imposição de medidas cautelares. Os depoimentos prestados pelo denunciado demonstram boa-fé e disposição em cooperar com as apurações", afirmou Zardini, na decisão.

Segundo o site Gazeta Online, os investigadores colheram indícios de que o pagamento de propina acontecia até dentro da prefeitura de Kennedy. "Os denunciados se organizaram com estabilidade, permanência e estruturação financeira com o fim específico de lesão aos cofres públicos do município de Presidente Kennedy e favorecimento à sociedade empresária Limpeza Urbana Serviços LTDA", escreveu o procurador Josemar Moreira.

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