10/10/2018 às 10h40min - Atualizada em 10/10/2018 às 10h40min

Primeira audiência sobre morte de irmãos em Linhares vai acontecer em Vitória

Audiência vai acontecer nesta quarta-feira (10), na 1ª Vara Criminal de Vitória. Ela não será aberta ao público porque o caso corre em segredo de Justiça.

G1 ES
 

A primeira audiência do caso que apura a morte dos irmãos Joaquim e Kauã, em um incêndio em Linhares, está prevista para acontecer nesta quarta-feira (10) na 1ª Vara Criminal de Vitória. Ela não será aberta ao público porque o caso corre em segredo de Justiça.

Serão ouvidos o pai e a avó de Kauã, além dos peritos da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros, que estiveram na casa depois do incêndio e participaram das investigações que apontaram o pastor Georgeval Alves, pai e padrasto das crianças, como o responsável pelas mortes. Uma outra audiência ainda está marcada para acontecer neste mês, no dia 23.

As crianças morreram em um incêndio no dia 21 de abril, em Linhares. Georgeval, pai de Joaquim e padrasto de Kauã, foi acusado de estuprar, agredir e queimar as crianças. Já a esposa dele Juliana foi presa porque, segundo o juiz, foi omissa e sabia dos abusos que as vítimas sofriam.

Segunda audiência vai ter depoimento de pastores

A audiência do dia 23 de outubro deve acontecer no Fórum de Linhares e será a primeira vez que Geogerval e a esposa Juliana Salles vão ficar frente a frente depois que foram presos.

Procurados, os advogados que fazem a defesa do casal não atenderam nossas ligações.

Mãe das crianças também está presa

A ordem de prender a pastora partiu do juiz André Dadalto, da 1ª Vara Criminal de Linhares. De acordo com a decisão, Juliana sabia dos desvios de caráter do marido, e mesmo assim apoiava os planos dele de se promover na igreja.

Para o Ministério Público, assassinar os próprios filhos estava nos planos do casal. Seria uma tragédia a ser usada pelo pastor para se promover na igreja.

“O pastor George, em parceria com a pastora Juliana, buscava uma ascensão religiosa e aumento expressivo de arrecadação de valores por fiéis e, para esta finalidade, ceifou a vida dos menores Kauã e Joaquim para se utilizar da tragédia em seu favor”, diz a decisão.

Juliana também estava ciente sobre as diferenças de tratamento que George dava para os filhos e o enteado. A decisão diz que George deixava faltar alimento, medicamento e atendimento médico para as crianças.


 

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