31/08/2018 às 10h20min - Atualizada em 31/08/2018 às 10h20min

PIB do Brasil cresce 0,2% no 2º trimestre e segue no patamar de 2011

Resultado foi sustentado pelo setor de serviços e pressionado por forte queda nos investimentos. IBGE revisa para baixo PIB do 1º trimestre, de 0,4% para 0,1%.

G1
Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,2% no 2º trimestre de 2018, na comparação com os três meses anteriores, divulgou nesta sexta-feira (31) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 1,693 trilhão.

O resultado foi sustentado pelo setor de serviços e pressionado por forte queda da indústria e dos investimentos, reforçando a leitura de recuperação ainda mais lenta da economia brasileira.
Veja os principais destaques do PIB:

Serviços: 0,3%
Indústria: -0,6%
Agropecuária: 0
Consumo das famílias: 0,1%
Consumo do governo: 0,5%
Investimentos: -1,8%
Construção civil: -0,8%
Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o PIB avançou 1%. No acumulado em 12 meses, o PIB cresceu 1,4% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

Apesar do desempenho ainda frustrante da economia brasileira, o resultado do PIB veio dentro do esperado pelo mercado.
O maior patamar de PIB do Brasil foi registrado no primeiro trimestre de 2014, antes do início da recessão. "Em relação a este pico, o patamar atual está distante 6%", destacou Rebeca.
Diante da fraqueza da recuperação, a expectativa dos analistas é que a economia brasileira só volte ao patamar de antes da recessão a partir de 2021, talvez só em 2022.

Com o consumo das famílias ainda sendo pressionado pelo elevado desemprego e os investimentos limitados pela ociosidade das empresas e pela incerteza eleitoral, tem faltado impulso uma retomada mais consistente da economia.

Com os receios sobre o futuro, investimentos acabam sendo deixados na gaveta e consumidores também passam a comprar menos ou a adiar gastos. Já o governo está sem margem de manobra para investir, por conta das contas públicas no vermelho. Tudo isso cria um círculo vicioso que leva a economia a não sair do lugar.

A taxa de investimento chegou ficou em 16% do PIB, acima da registrada no mesmo período de 2017 (15,3%), mas ainda longe do patamar de 20% de antes do início da recessão.

Construção acumula 17 trimestres de queda
Já a construção civil recuou 0,8% no 2º trimestre, acumula 17 trimestres seguidos de queda.

"O que puxa essa queda é a infraestrutura, não a construção privada", disse Claudia Dionisio, destacando que o o aumento dos estoques de imóveis não se traduz, necessariamente, em venda ou locação.

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