22/01/2015 às 09h25min - Atualizada em 22/01/2015 às 09h25min

Espírito Santo pode sofrer novos apagões com aumento do consumo de energia elétrica

Folha Vitória

Na última segunda-feira (19), um apagão atingiu 11 estados e Distrito Federal, entre eles o Espírito Santo, que ficou sem energia elétrica em oito municípios, Piúma, Alegre, Cachoeiro de Itapemirim, Marataízes, Presidente Kennedy, João Neiva, Barra de São Francisco e Pinheiros. E novas suspensões de energia podem acontecer, confirma o diretor da Agência de Serviços Públicos de Energia do Espírito Santo (Aspe), Luiz Fernando Schettino.

“Estamos vivendo um momento crítico não só na questão da energia, como na questão da água. As condições climáticas fazem as geradoras de energia hidrelétrica começar a ter problemas”, conta Schettino.

Com as hidrelétricas enfrentando dificuldades por conta da falta de chuva, as usinas térmicas estão constantemente funcionando para ajudar na distribuição de energia no País. E o consumo nesse período do ano só aumenta, o forte calor demanda um número muito maior de aparelhos elétricos.

“Geladeira, ar condicionado, ventiladores, todo mundo quer ter uma condição melhor para enfrentar o calor”, garante o diretor da Aspe.

Segundo Schettino, à medida que os reservatórios voltarem a encher com as chuvas, risco de novos cortes de energia vão acabar. E explica que o que houve não foi um apagão, foi uma solicitação do Operador Nacional do Sistema (ONS) por causa do alto consumo, que teve um pico às 15 horas, quando normalmente costumam acontecer entre 18 até as 21 horas.

O diretor da Aspe acredita que é hora de se criar um comitê nacional que inclua todos os estados para tratar da energia e da água. “Tem de ouvir todos os governadores, não é um problema apenas de estado, é um problema de estratégia e segurança nacional”, comenta. E acredita que deve chover logo, e que com 15 ou 20 dias, o sistema de energia elétrica do Estado vai se estabilizar. 

Em nota a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que participou de uma reunião com a ONS e o Ministério de Minas e Energia (MME) para elaborar um plano emergencial para evitar uma nova ocorrência como a do dia 19. Os motivos desses problemas será investigado pela ANEEL a partir do recebimento do Relatório de Análise de Perturbação feito pelo ONS. Caso a Agência identifique responsabilidade de algum agente, este poderá receber penalidade que poderá variar entre advertência e multa de até 2% do faturamento anual da empresa, conforme estabelecido na Resolução nº 63/2004 da ANEEL.


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