19/06/2017 às 10h58min - Atualizada em 19/06/2017 às 10h58min

Empresário de 23 anos é morto por assaltantes com tiro no peito

Vitor Toniato Campana, 23 anos, estava a caminho da igreja quando viu o tio sendo assaltado. Os bandidos se assustaram com a presença dele e dispararam

Gazeta Online
Foto: Raquel Lopes

 

O engenheiro civil e sócio de uma construtora, Vitor Toniato Campana, de 23 anos, foi morto com um tiro no peito no momento em que o tio dele era rendido por bandidos armados no bairro Dom Bosco, em Cariacica. O crime aconteceu no início da noite deste domingo (19).

Segundo a Polícia Civil e vizinhos, o tio da vítima foi rendido por assaltantes quando iria colocar o carro na garagem – ele morava no segundo andar da mesma residência que Vitor. Ele já havia saído do veículo para abrir o portão e tinha retornado ao carro.

Nessa hora, Vitor, que tinha ido na casa de um amigo para chamá-lo para ir à igreja, apareceu perto da residência onde mora, na Rua Nossa Senhora Aparecida, e viu a movimentação dos bandidos. O engenheiro correu na direção do tio, os criminosos se assustaram com a presença dele e efetuaram um disparo. Após o tiro, os assaltantes fugiram correndo.

“Os bandidos queriam levar o tio dele junto com o carro. Vitor, ao ouvir os gritos, correu para tentar ajudar. Eu ouvi um tiro e alguém gritando o nome dele. Quando cheguei ao portão, ele estava caído e inconsciente”, relata uma comerciante de 48 anos, que preferiu não se identificar.

O tio de Vitor estacionava o carro na garagem quando foi surpreendido pelos bandidos

Vitor, que caiu a 20 metros da garagem, foi socorrido pelo tio e por vizinhos, um deles uma médica, e levado na própria caminhonete para o Hospital Meridional, em Cariacica, mas não resistiu ao ferimento.

O jovem tinha se formado recentemente em Engenharia Civil e estava trabalhando na área. Morava com os pais, os avós e a irmã gêmea. Ele foi descrito por vizinhos como um menino esforçado, bom e educado.

“Era um menino cheio de sonhos, doce, simpático e quieto. Não dá para entender, é preciso que alguém pague por isso. Atualmente, vivemos com muita insegurança no bairro”, comenta a dona de casa Elizeth Lacerda, de 70 anos.


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