18/12/2014 às 10h51min - Atualizada em 18/12/2014 às 10h51min

Capixabas divergem sobre reajuste aprovado na Câmara

Com o aumento, os deputados federais vão receber R$ 33,7 mil a partir de 2015. O projeto também reajusta salários da presidente, vice e ministros

Folha Vitória

Enquanto o trabalhador comum terá de se contentar com os R$ 790 do novo salário mínimo a partir de janeiro de 2015, esse mesmo trabalhador foi às urnas em outubro e elegeu 10 deputados capixabas que já entrarão no Congresso Nacional com ganhos mensais de R$ 33.763,00. Mas o aumento aprovado nesta quarta-feira (17), de forma simbólica, não recebeu o apoio de todos os deputados capixabas.

O deputado eleito Max Filho (PSDB), por exemplo, acredita que não foi oportuno o reajuste que será dado aos eleitos, incluindo ele.

“Avalio que não era momento para isto. O Brasil vive uma crise na economia e uma crise no crescimento. Acho que o foco deveria ser outro. Sou presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal no Estado do Espírito Santo (Sinpojufes) e desde 2009 os servidores aguardam que seja votado o projeto que contém o Plano de Cargos e Salários, mas até agora nada”, disse.

Já o deputado Mannato (SDD) explicou que o reajuste ocorreu para corrigir a inflação dos últimos quatro anos. “Nenhum deputado votou. Esta foi uma votação simbólica. Só os líderes votaram”, explicou o parlamentar.

Na linha do mesmo discurso, o deputado Lelo Coimbra (PMDB) explicou detalhadamente o que significou a aprovação desse aumento que valerá até 2018. 

“Esse foi um reajuste que tomou por base os números do IPCA dos últimos quatro anos. Foi uma correção da inflação dos últimos quatro anos. Defendo esse reajuste na forma como foi feito. Mas não sou a favor do aumento vinculado ao reajuste, por exemplo, do Judiciário”, frisou o peemedebista.


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