08/03/2016 às 14h54min - Atualizada em 08/03/2016 às 14h54min

Mulheres no comando do executivo

Jornal Fato ES
Maria Albertina Menegardo Freitas (PMDB), prefeita de Rio Novo do Sul (Foto: Jornal Fato)

Quatro municípios do sul do Estado têm na chefia do executivo mulheres que vem se destacando pela dedicação e o toque feminino na condução das prefeituras. Em Rio Novo do Sul, Maria Albertina Menegardo Freitas (PMDB) cumpre o seu primeiro mandato, mas já milita na política desde 1989 quando se elegeu a primeira vereadora e foi reeleita para o parlamento por outras três vezes.
 
Ela também foi a primeira vice e a primeira prefeita, um fato que permanece inédito até hoje. Maria Albertina conta que, como toda a mulher, a sua rotina diária inclui a família, a comunidade e a administração municipal.
 
“É um trabalho em tempo integral e vou dando um jeito de cumprir minhas tarefas o melhor possível apesar de todas as atividades. A mulher tem sempre uma forma de conciliar e atender as demandas”, explica.
 
Sobre o momento de crise, a prefeita adianta que sempre se pautou por ser econômica, além de destacar sua equipe. “Meus assessores vestem a camisa e com isso vamos tocando os trabalhos e atendendo, na medida do possível, a comunidade”, conta.

 

 
Em Presidente Kennedy, Amanda Quinta Rangel (SDD), de 27 anos, é a prefeita mais jovem do Espírito Santo e tem diante de si o desafio de administrar o município com o maior PIB per capta do país.
 
Amanda conta que resgatar a credibilidade do município foi um grande desafio, e que precisou colocar a casa em ordem, para só então começar a realizar obras de infraestrutura até então inexistentes, como calçamentos e asfaltamentos, rede de captação de água e rede coletora de esgoto.
 
“Enfrentei preconceito por ser jovem, mulher e por administrar um município olhado com desconfiança em todas as esferas. Foi preciso trabalhar incansavelmente para mostrar que é possível avançar com ética, seriedade e responsabilidade, caminhando na direção das necessidades do povo", destaca.

 

 


A prefeita de Guaçui Vera Costa (PDT), em seu primeiro mandato, aponta os efeitos da crise como principal obstáculo de seu governo e destacou que ao assumir a gestão do município, em 2013, diversos problemas que comprometiam a governabilidade foram identificados, como por exemplo, o gasto com pessoal, que representava 60,71% da receita municipal, quando o limite máximo por lei é 51,3%.
 
“Minha preocupação atual é de cumprir o mandato. A minha missão como mulher é administrar com responsabilidade. Em 2013 nosso primeiro passo foi arrumar a casa, organizar um município que estava endividado, eu não desanimei e trabalhei. Nós mulheres temos a sensibilidade apurada e uma força interior muito grande. Minha atuação é baseada no amor ao próximo”, disse.

 

 


Flávia Cysne (PSB), que administra o município de Mimoso do Sul, disse estar feliz e na plenitude de sua capacidade física e intelectual, após 24 anos de política. “Longe de mim a perfeição, mas fico feliz em entender o processo de depuração no meio político do País. E torcer para que a verdade prevaleça”, relata.
 
“Quando entramos na política achamos que somos os melhores. Que o passado foi ruim, nefasto, perdido. O tempo vai mostrando a importância da experiência e da história. É importante o conhecimento para que erros não sejam repetidos. Ou que o sábio aprende com o erro alheio”, acredita.
 
“Falo da mulher, com a certeza da necessidade de ocupação do espaço, mas com a triste informação do desgaste emocional das minhas companheiras. Não posso negar, meu também. Claro que não se fala em desistência. Mulher de fibra não desiste nunca. Apenas muda o foco”, completa.


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