05/12/2015 às 13h44min - Atualizada em 05/12/2015 às 13h44min

Estado decreta situação de emergência na saúde pública por causa do Aedes Aegypti

O combate ao mosquito neste momento se tornou mais importante porque ele também é o transmissor do Zika vírus, que está relacionado com casos de microcefalia em bebês

Gazeta Online

O governo do Estado decretou situação de emergência em saúde pública no Espírito Santo por causa da infestação de mosquito do Aedes Aegypti. Entre janeiro e novembro deste ano, o Estado registrou 35.388 casos de dengue, 28 pessoas morreram. O combate ao mosquito neste momento se tornou mais importante porque ele também é o transmissor do Zika vírus, que está relacionado com casos de microcefalia em bebês.

Treze bebês nasceram com microcefalia este ano no Estado este ano; oito gestantes esperam um bebê com o mesmo problema e 10 gestantes estão sendo monitoradas porque estão com sintomas do Zika.

De acordo com o secretário Estadual de Saúde (Sesa), Ricardo de Oliveira, com o decreto, o Estado vai poder fazer contratações de pessoas e materiais sem a necessidade uma licitação, o que vai agilizar as ações, principalmente com as grávidas com suspeita de Zika vírus. “Isso vai nos ajudar muito. Todo mundo sabe como é a burocracia no setor público, isso está sendo retirado para que possamos combater o inimigo, que é o mosquito”, declarou.

Atuação do Exército

Além do decreto, o Estado solicitou que o governo federal autorize a atuação do Exército para combater o foco do mosquito nas residências; será criado um comitê de especialistas para monitorar a situação; parceria com o Núcleo de Doenças Infecciosas da Universidade Federal do Espírito Santo para realização de exame de diagnóstico; solicitação ao Ministério da Saúde de inseticidas e 50 mil repelentes.

O governo também pediu ao Ministério da Saúde o fornecimento de insumos e equipamentos para realização de exames no laboratório central da Sesa. Atualmente, o exame que identifica o Zika vírus é feito no Rio de Janeiro. Entretanto, o secretário destaca que não vai esperar a resposta do Ministério da Saúde para agir.

“Independente desde pedido, a partir de segunda-feira vamos fazer contato com os laboratórios fornecedores para discutirmos como podemos resolver essa situação aqui no Estado. Não posso ficar esperando a solução do Ministério da Saúde. Temos que resolver esse problema aqui”, destacou.

Para ter um maior controle de novos casos suspeitos de Zika, principalmente nas gestantes, toda sexta-feira, os secretários de saúde de todos os municípios vão se reunir com o secretário de estadual de Saúde para que seja emitido um boletim de novos casos no Espírito Santo.


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