19/10/2015 às 12h17min - Atualizada em 19/10/2015 às 12h17min

Falta de chuva pode comprometer qualidade da água

Coordenadoria de Comunicação - PMPK

A Prefeitura de Presidente Kennedy, que decretou situação de emergência por dois anos consecutivos (2014 e 2015) em função da longa estiagem , já se antecipou para evitar outro problema ocorrido no ano passado: que a água chegue salobra para mais de três mil moradores que vivem em Praia das Neves, Marobá, Campo Novo, Jaqueira e Areinha.

Isso porque com a diminuição da vazão do leito do Rio itabapoana, que abastece a Estação de Tratamento de Água (ETA) da Praia das  Neves, o mar  tem avançado até 10 km e comprometido a qualidade da água tratada, tornando-a salobra em função da mistura da água doce, em menor quantidade, com a salgada, mais abundante.

Para minimizar esse problema, foi feito um reservatório provisório com capacidade de mais de hum milhão de litros ao lado da ETA, para onde é destinada a água do Rio Itabapoana, captada em período que a água do curso hídrico ainda está doce.

Essa água é tratada e distribuída no decorrer do dia para as localidades atendidas, através de bombeamento,  ou distribuída através de caminhões pipas.

O problema, informa Miguel Lima Qualhano, Secretário de Obras, é que na última semana a vazão do Rio Itabapoana só permitiu a captação de água doce por no máximo 50 minutos por dia.

Isso inviabilizou o funcionamento do sistema, o que forçou a coleta de água salobra, que está sendo tratada e distribuída. “É a solução que temos, para não deixar as torneiras das casas totalmente secas”.

 

Novos poços

Além do reservatório provisório, já estão sendo licitados a perfuração de mais 13 poços artesianos profundos. Está em andamento também a licitação para contratação de empresa para a limpeza de 10 poços já existentes, para tentar minimizar os problemas, caso a escassez de água, provocada pela falta de chuvas, se repita, afirma o Secretário de Obras.



Projeto Olho D´Água

A Prefeitura já implantou várias ações do Projeto Olho D´Água, lançado esse ano, para minimizar os efeitos da seca.

Entre outras ações ele prevê a preservação dos recursos hídricos,  através da distribuição de mudas e cercamento de nascentes, bem como da recuperação de matas ciliares.

 

Já estão em execução:

- Abertura de 20 mil metros de caixas em curva de nível (Sistema que permite o armazenamento da água das chuvas nos altos dos morros, propiciando uma maior infiltração no solo, alimentando assim os lençóis freáticos). A capacidade de armazenamento é de 18 milhões de litros d´água;

- Escavação de barragens e caixas secas, com capacidade de armazenamento de 35 milhões de litros de água;

- Recuperação de 6.500 hectares de pastagem para rebrotação da cobertura vegetal;

- Distribuição de 430 cisternas para agricultores familiares, com capacidade para armazenamento de 15 mil litros d´água de chuva para reuso;

- Perfuração de 350 poços artesianos;

- Instalação de 350 miniestações de tratamento de esgoto na zona rural, para evitar a contaminação das águas;

 Josélio Altoé, Secretário Municipal de Agricultura, diz que as curvas de nível, barragens e caixas secas armazenaram água nas últimas chuvas, mas elas serão suficientes apenas para, no máximo, até o final do mês de outubro, caso não chova nesse período.

 

 Apoio ao Produtor Rural

Além das ações do Projeto Olho D´Água, outras medidas foram tomadas para facilitar a vida do produtor rural, que perdeu lavouras e animais, tanto por causa da seca quanto por causa de lagartas que infestaram pastos em todo o município.

A Prefeitura instituiu um programa de atendimento que contemplou isenção de horas/máquina durante o período de estiagem, distribuição de ração aos produtores rurais (400g para cada litro de leite comercializado) e de aditivo ao sal mineral (3,0g/vaca/dia); e de programa de alimentação animal dando continuidade à distribuição de cana e viabilização de outros insumos para alimentação animal com cevada e silagens diversas, como milho e sorgo.

Além disso, foram abertos/reabertos 910 poços/bebedouros para dessedentação animal com demanda de 3,0 horas em média por bebedouro,  com custo total de R$ 300.300,00;

- Distribuição de aproximadamente 20.000 toneladas de cana de açúcar a 437 pecuaristas ao custo de matéria prima, corte, embarque e transporte, com custo total de R$ 2.800.000,00;

- Transporte de mais de 950 toneladas de silagem de municípios como Venda Nova do Imigrante e Afonso Cláudio, ao custo de R$ 65.500,00;

- Distribuição mensal de 4.800 sacos de ração farelada balanceada com 22% de proteína, (no mês de fevereiro foram distribuídos 7.000 sacos) com valor atualizado de R$ 2.000.000,00;

- Disponibilização de máquinas e equipamentos para produção de 2.500 toneladas de silagem diversas ao custo de R$ 200.000,00;

 

Queda na produção

A seca  já comprometeu a produção agropecuária, levando à queda na colheita de mandioca(40%), abacaxi(30%), cana-de-açucar(70%), leite(50%) e carne bovina(92 arrobas). Esses produtos representavam 83% da arrecadação municipal.

"A renda de 89,7%  dos agricultores familiares, que têm na agropecuária a base econômica para o sustento de suas famílias, caiu drasticamente, e já comprometeu a produção do próximo ano,  informa Josélio  Altoé, secretário de Agricultura.


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