05/10/2015 às 14h07min - Atualizada em 05/10/2015 às 14h07min

Candidatos a prefeitos devem redobrar o cuidado na escolha dos vices

Século Diário
Uma composição que geralmente passa despercebida na hora dos candidatos escolherem seus parceiros é a vaga de vice. Sem voto e com pouca função depois da eleição – a menos que acumule uma secretaria –, o vice-prefeito geralmente é uma indicação de um partido que o grupo quer atrair para dar peso ao palanque ou tirar do caminho. 
 
Mas alguns prefeitos do Estado já devem ter se arrependido desta escolha. Ao assumir a prefeitura em exercício, os ocupantes do tal cargo de expectativa pegaram gosto pela coisa e agora estão dando trabalho para os titulares dos cargos. 
 
Um bom exemplo disso foi a complicada história do afastamento do prefeito de Itapemirim, Luciano Paiva (PSB). Sua vice, Viviane Peçanha (PSDB), assumiu o cargo com o afastamento do prefeito por denúncias de irregularidades. Ao chegar à cadeira de prefeita, a tucana demitiu todos os aliados do titular do cargo. Quando ele retornou ao cargo, a vice já tinha se aliado ao um grupo opositor do prefeito e agora tenta retornar à função. 
 
No município vizinho, Marataízes, o que era para ser provisório se tornou uma espécie de cassação branca. O prefeito Jander Vidal (PSDB) também vem travando uma batalha com seu vice, Robertinho Batista da Silva, o Toninho (PT). Jander voltou o cargo após 27 meses de afastamento e  afirmou que o interino mobilizou a procuradoria do município para permanecer no cargo. 
 
O recente episódio envolvendo o prefeito de Vargem Alta, Bosquinho (PSB), também ilustra a complicada relação. Mal o prefeito foi afastado e Cláudio Pazetto (PR) já queria dissolver a equipe do socialista, mas voltou atrás. 
 
Em Linhares, a situação política do prefeito Nozinho Correa (PP), que começou a se desgastar logo que ele chegou à prefeitura, fez com que muitas lideranças se afastassem dele, inclusive a vice, deputada Eliana Dadalto (PTC), que deve estar em um palanque bem distante do dele em 2016. 
 
No segundo mandato de Helder Salomão (PT) em Cariacica, seu vice era Geraldo Luzia, o Juninho (PPS), que passou a criticar a gestão, lançando-se depois candidato a prefeito e enfrentou o nome apoiado pelo então prefeito, a ex-deputada Lúcia Dornellas (PT). 
 
Outros dois vices que também se viraram contra os prefeitos foram Rafael Favato (PEN), em Vila Velha, que nunca teve uma relação harmônica com o prefeito Rodney Miranda (DEM), e Cirilo de Tarso (PCdoB), que abriu mão do cargo de expectativa em Colatina e até colocou o nome na disputa contra o prefeito Leonardo Deptulski (PT).
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