29/04/2015 às 19h00min - Atualizada em 29/04/2015 às 19h00min

PSB e PPS anunciam fusão dos partidos e planejam grande disputa em 2016

Congresso nacional das legendas em junho vai bater o martelo e decidir novo nome da sigla

R7.com
Os presidentes Roberto Freire (PPS) e Carlos Siqueira (PSB) anunciaram a fusão das duas siglas para enfrentar PT e PSDB

A direção nacional do PPS e a do PSB anunciaram, nesta quarta-feira (29), que as duas legendas vão se fundir em um único partido. A decisão foi tomada após o diretório dos partidos entenderem que essa é a melhor forma de construir o caminho para a disputa eleitoral de 2016.

De acordo com o presidente do PSB, Carlos Siqueira, a fusão ainda precisa ser referendada pela militância dos dois partidos, no congresso nacional das agremiações que deve ser realizado em junho. No entanto, Siqueira acredita que a união entre PSB e PPS é a alternativa de que a política brasileira precisa para fugir da bipolarização entre PT e PSDB.

— O País está acima dos nossos partidos, das nossas vontades, e ele é o nosso compromisso principal. A fusão vai nos permitir uma renovação, vai nos agregar força política capaz de oferecer à sociedade uma alternativa diferente do que está hoje no corpo político aqui no Congresso e no País inteiro.

A ideia é concretizar a fusão nos próximos dois meses. Após o congresso dos partidos, será definido o novo nome para a agremiação. No entanto, nos bastidores, lideranças no PSB já afirmaram que não abrem mão de manter o nome e o número da legenda (40).

Juntos, PPS e PSB somam três governadores, 5.831 vereadores, 588 prefeitos, 45 deputados federais e sete senadores. Há ainda a expectativa da chegada das senadoras Marta Suplicy, que pediu desfiliação do PT na última terça-feira (28), e Lucia Vânia (PSDB-GO), que está em negociação com o PSB.

O presidente do PPS, Roberto Freire, mantém o posicionamento de oposição e acredita que o fato do PSB ter sido alinhado com o governo até 2013 não inviabiliza o entendimento entre as legendas. Segundo ele, as diferenças serão respeitadas e há entendimento de que o partido resultante da fusão não será da base aliada.

— Se não tivesse isso [diferenças] nós já seríamos um partido antes. Mas, nós temos um ponto em comum, nós construímos uma alternativa que foi uma peça importante na política brasileira. A candidatura, em 2014, de Eduardo Campos, e depois de Marina Silva, era tão contra o governo que no segundo turno nós estávamos com a oposição.

O objetivo inicial da fusão entre os dois partidos é ampliar a disputa eleitoral de 2016. PSB e PPS garantem que terão candidatos à prefeitura de quase todas as capitais brasileiras, entre elas, a de Marta Suplicy na cidade de São Paulo.


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