15/06/2020 às 09h32min - Atualizada em 15/06/2020 às 09h42min

Colégios público-privados: cresce a demanda por este novo modelo

Empobrecidos pela pandemia, pais de crianças em idade escolar buscam alternativas aos colégios privados. Nesse contexto, tem crescido a ideia de colégios público-privados tem crescido.

DINO
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A pandemia do coronavírus ainda não mostrou todo seu estrago. Ademais dos milhares de mortes, milhões de brasileiros sairão desta crise empobrecidos com perda de emprego e de renda. Uma pesquisa do IBOPE feita em março de 2020 mostra que 79% dos brasileiros declaram que a situação financeira está pior após a crise. Provavelmente este número seja maior hoje.

Como consequência deste empobrecimento, milhares de pais de alunos da rede privada deixaram de pagar os colégios por falta de condições financeiras. Muitos já estão pensando no futuro e como vão poder manter os seus filhos nas instituições privadas. Vários pais decidiram tirar os filhos dos colégios e matricular na rede pública para cumprir com a obrigação legal. Mas a rede publica não vai ter a capacidade de absorver todos estes novos alunos para 2021.

Considerando este novo cenário estão crescendo os grupos que debatem do futuro da educação. Um deles é o grupo de Facebook "Colégios Público-Privados" que, em poucos dias, tem visto o número de participantes aumentar consideravelmente.

Mas o que são os colégios público-privados? O melhor exemplo é o que existe na Espanha: são instituições de ensino onde os professores são pagos pelo estado e a administração do colégio é privada.

Na Espanha, os colégios público-privados são chamados de “concertados” e são uma opção para os pais que não têm as condições de colocar seus filhos num colégio privado, mas que desejam dar uma educação diferenciada aos seus filhos.

Na Espanha 79% dos 29.000 colégios são públicos com uma excelente qualidade de ensino. Os outros 9.000 se dividem entre colégios público-privados e colégios privados.

No Brasil há 141.000 colégios públicos e 41.000 colégios privados conforme os números da Organização Qedu . Ou seja, as proporções são parecidas: 77% dos colégios são públicos no Brasil. Mas todos os outros são privados.

E quanto custa um colégio público-privado?

Um colégio público-privado na Espanha custa, em média, 150 euros por mês ou cerca de 800 reais mensais. A variação vai desde 490 reais a 1.100 reais. A média corresponde a 15% de um salário mínimo.

Um professor na Espanha ganha uma média de 1900 euros ou cerca de 10.450 reais mensais.

Ou seja, considerando os salários no Brasil - tanto o mínimo como o de professores - um colégio público-privado no País deveria custar entre 150 e 300 reais por mês.

Entre os temas mais falados durante esta quarentena o da educação dos filhos foi destaque. O objetivo de todos estes grupos é juntar vozes o suficiente para propor a criação dessa nova modalidade mediante um projeto de lei de iniciativa popular. Para isso será preciso juntar aproximadamente 1,47 milhões de pessoas ou 1% do eleitorado nacional conforme Art. 252 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados



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