27/03/2015 às 17h27min - Atualizada em 27/03/2015 às 17h27min

Tininho recorre e não exonera ninguém

Jornal Fato

O vice-prefeito de Marataízes, Robertino Batista da Silva, o Tininho (PT), vive os últimos dias de seu período de interinidade, pouco antes de completar 21 meses no cargo. Na segunda-feira(30), terá que deixar a chefia do Executivo, devido à revogação da última liminar das oito que mantiveram o titular Jander Nunes Vidal (PSDB) afastado por todo esse período.

Apesar do tempo que ainda tem, Tininho não pretende exonerar servidores antes de se despedir do cargo. Só aqueles que pedirem para sair. E, até ontem(26), ninguém havia se manifestado.

“Não vou ser irresponsável de sair e deixar o município sem secretariado e funcionários importantes. E se surgir algo emergencial na segunda-feira, sem secretários nomeados, como seria?”, argumenta.

O interino não concorda com a decisão judicial que restabelece Jander no cargo, apesar das denúncias de improbidade que ainda correm na Justiça. E vai recorrer alegando a suspeição da juíza que determinou a volta do tucano.

A base para isso, acusa o petista, é a parceria profissional, em outros processos, do marido da magistrada com um dos advogados que defende Jander.

Trabalho

Tribunais à parte, Tininho se diz satisfeito com o que conseguiu em sua gestão. Na Saúde, por exemplo, crê que só falta um hospital. Na Educação, garante que adquiriu ônibus escolares e reformou escolas. Considera que manteve a cidade limpa e resgatou o verão e Carnaval do município.

“Fizemos o que era preciso, sem dilapidar o patrimônio público”, alfineta. “Estruturamos a Prefeitura e o nosso sistema de licitação não tem interferência política”, enumera.

O petista não estará presente para entregar o cargo ao ex-aliado e hoje adversário político. Mas garante que o tucano receberá a Prefeitura bem melhor do que a deixou.

“Estruturamos. Há móveis nos departamentos e neste período contratamos quase 400 servidores efetivos”.

A Prefeitura, diz, está a ponto de iniciar obras importantes. “Se ele tiver responsabilidade e der continuidade ao meu trabalho, vai bem. Mas, se for para ficar de roubalheira, como indicam os processos que responde, aí, não tem jeito”, conclui, atacando.


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