19/12/2014 às 17h19min - Atualizada em 19/12/2014 às 17h19min

Casagrande afirma que reprovação de contas é manobra, mas se diz confiante em votação

Casagrande afirmou que dialogou com o presidente da Ales, Theodorico Ferraço, sobre a relação da instituição com o Tribunal de Contas do Estado (TCES)

Folha Vitória

"Decepcionado". Esse foi um dos muitos termos usados pelo governador Renato Casagrande (PSB) para falar sobre a rejeição das contas de sua gestão à frente do Governo do Estado, na Assembleia Legislativa (Ales). Casagrande realizou um balanço dos quatro anos da administração do Executivo Estadual, na manhã desta sexta-feira (19), no Palácio Anchieta, em Vitória.

Demonstrando confiança para a próxima segunda-feira (22), dia em que os parlamentares se reunirão novamente para decidir pela aprovação, ou não, das contas relativas ao exercício de 2013, o socialista classificou o ato como “velha política” e afirmou que está sendo chicoteado.

“Conversei com todos os deputados que manifestaram alguma dúvida. E hoje não existe mais dúvida técnica. Tenho certeza que segunda-feira os deputados farão justiça. Nunca vi uma conta aprovada pelo Tribunal de Contas do Estado e Pelo Ministério Público ser reprovada na Assembleia Legislativa. Todos esses argumentos falsos não foram usados no passado. Essa política é baixa. O que fizeram é uma injustiça, covardia e violência”, criticou.

Segundo Casagrande, o embate na Ales faz parte de um jogo político. "Acho que estão querendo postergar a votação. Isso é uma manobra para facilitar para o novo mandato. Querem que a votação aconteça depois da posse do novo governador", afirmou

Casagrande afirmou que dialogou com o presidente da Ales, Theodorico Ferraço, sobre a relação da instituição com o Tribunal de Contas do Estado (TCES). De acordo com ele, o papel do órgão foi questionado. “Perguntei ao presidente da Casa sobre qual é a função do Tribunal de Contas. Falei com ele que essa votação é importante. A não votação é um desequilíbrio inconstitucional”, declarou.

Em relação às declarações de Ferraço, que afirmou que as citações de Casagrande sobre a esposa de Hartung, durante a campanha eleitoral, teriam contribuído para a reprovação das contas, o governador foi enfático e afirmou que nunca levou a questão para o lado pessoal. “ Eu não converso sobre isso com o presidente da Assembleia. O que ele falou sobre isso ele precisa responder para vocês. Eu nunca fiz ataque pessoal a ninguém. Nunca feri a família de ninguém. A questão era sobre dinheiro público. Verba pública que precisava ser explicada”, disse.

Sobre as contas deste ano, questionadas frequentemente pela equipe de transição do governador eleito, Paulo Hartung (PMDB), Casagrande negou que haja desorganização financeira. Sobre as acusações de não ter cumprido metas fiscais, o socialista se defendeu e relembrou que o mesmo aconteceu com Hartung em mandatos passados.

“Isso nunca foi crime. Os mesmos que hoje questionam isso, não falaram nada em 2006, 2009 e 2010 quando aconteceu a mesma coisa no governo passado. Mesmo descumprindo a meta, não houve problemas nas finanças do Estado”, afirmou. 

Prestes a deixar o comando do Governo do Estado, Casagrande contou que a atual situação tumultuada causou surpresa. O socialista disse que os constantes questionamentos feitos pela oposição servem para fazê-lo refletir sobre como será a condução do próximo governo capixaba.


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