07/03/2017 às 08h36min - Atualizada em 07/03/2017 às 08h36min

Nova ferrovia no Estado entra em pacote de concessão do Governo

Trecho deve conectar Vitória a Presidente Kennedy, no Sul

Gazeta Online

Um novo conjunto de concessões públicas do governo federal, previsto para ser divulgado nesta terça-feira (7), deve abrir espaço para que a Ferrovia Vitória-Minas ganhe novo trecho dentro do Espírito Santo, conectando o Complexo de Tubarão, na Capital, ao futuro Porto Central, em Presidente Kennedy.

O Conselho do Programa de Parcerias de Investimento (PPI), da Presidência da República, prevê autorizar a renovação antecipada dessa ferrovia e de outras quatro em troca de investimentos.

Em dezembro passado, o presidente da Vale, Murilo Ferreira, confirmou a apresentação de uma proposta ao governo federal para construir a nova malha férrea em troca de manter a posição da mineradora como controladora da Vitória-Minas. A ideia é usar o novo empreendimento como pagamento à União pelo direito de permanecer como concessionária da estrada de ferro por mais de 30 anos.

Serão 160 quilômetros a mais de ferrovia, uma obra de grande porte que deve cortar ao menos dez municípios capixabas, caso a companhia consiga firmar o acordo com o Planalto.

O valor do empreendimento ainda não foi divulgado, mas consultores ouvidos por A GAZETA estimam que a construção deve movimentar, no mínimo, R$ 1 bilhão e gerar pelo menos cinco mil empregos diretos e indiretos.

O projeto é de grande importância para o desenvolvimento logístico do Espírito Santo, que se tornará referência em transporte de mercadorias, atendendo a Estados vizinhos como Minas Gerais e Bahia.

Pela estrada de ferro poderão ser escoados produtos como café, soja, trigo, petróleo, rochas ornamentais, abrindo mais espaço para o comércio exterior capixaba.

Em entrevista no Palácio Anchieta, em 19 de dezembro, o diretor de logística da Vale, Humberto Freitas, disse que a companhia já definiu o valor que poderá pagar pela renovação da concessão da Vitória-Minas e poderá usar esses recursos para construir o novo trecho.

As outras quatro ferrovias que também podem ter a renovação antecipada, segundo o PPI, são a EF dos Carajás, as malhas MRS (Minas Gerais, Rio e São Paulo) e FCA (Ferrovia Centro Atlântica, no Centro-Oeste e Sudeste), além da Malha Paulista.

54 projetos

O Conselho do PPI fará uma reunião hoje, às 16h30, no Palácio do Planalto para a apresentação de 54 novos projetos de parceria com a iniciativa privada, além das propostas de renovações, que devem incluir também terminais portuários, linhas de transmissão, ferrovias, com investimentos estimados superiores a R$ 45 bilhões.

A parte de ferrovia é a que concentra o maior valor de investimentos previstos. Serão pelo menos R$ 30 bilhões aplicados nessas novas obras.

Segundo o governo, o programa de concessão deve atender a duplicação de rodovias, como as BRs 101, 290, 386, 448, em Santa Catarina, leilão dos aeroportos de Fortaleza, Florianópolis, Salvador e Porto Alegre.

Para o Estado, os investimentos devem ocorrer na área de petróleo. Há a previsão do leilão da 4ª Rodada de 13 campos marginais localizados na Bacia do Espírito Santo e nas Bacias de Potiguar (RS) e do Recôncavo (BA). “A licitação do programa é importante porque atrairá empresas petrolíferas de pequeno porte e fortalecerá a cadeia de fornecedores de bens e serviços do setor”, informou material divulgado pela assessoria de imprensa do PPI. (Com informações de agências)

O pacote

O que vai ser lançado?

Licitações de terminais portuários, linhas de transmissão e uma rodovia, com investimentos estimados em mais de R$ 15 bilhões.

Projetos entram na lista do PPI (Programa de Parceira em Investimentos), o que lhes confere prioridade nas análises pelos órgãos do governo.

O que será incluído?

Leilão de 34 lotes de linhas de transmissão de energia elétrica.

Nova rodada de leilões de campos de petróleo.

Concessão da rodovia

BR 101 em Santa Catarina.

Concessões de novas áreas nos portos de Santana (PA), Itaqui (MA) e Paranaguá (PR).

Renovação da concessão de quatro malhas de ferroviárias, como MRS, Carajás, Vitória-Minas e FCA, além da Malha Paulista.


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