09/03/2021 às 13h55min - Atualizada em 10/03/2021 às 00h01min

ONU lista princípios para redução do impacto da pandemia na carreira de mulheres

Milhões de mulheres deixaram a força de trabalho no Brasil desde o início da pandemia. As empresas precisam criar programas destinados a apoiar suas funcionárias e trazê-las de volta ao mercado de trabalho.

DINO
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Um ano após o início da pandemia do coronavírus, 8,5 milhões de mulheres deixaram o trabalho no Brasil, os dados são do último levantamento feito pela Pnad (Pesquisa Nacional de Domicílios),  do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Segundo relatório da Organização Internacional do Trabalho a OIT, sobre o impacto da pandemia de Covid-19 no mundo do trabalho, globalmente cerca de 5% das mulheres contra 3,9 % dos homens  perderam seus empregos, nos EUA, 2,3 milhões de mulheres deixaram o trabalho desde o início da pandemia, na América Latina, 13 milhões de mulheres ficaram sem trabalho devido à pandemia de Covid-19.

A crise econômica em decorrência de Covid-19 agravou as disparidades de gênero na força de trabalho e gerou um retrocesso de ao menos uma década. Ao contrário de outras recessões modernas, a recessão pandêmica está afetando fortemente setores como hotelaria e varejo, esses setores empregam muitas mulheres, e é um dos causadores do desemprego de mulheres no mundo, outro fator importante é que não se trata apenas de demissões, desde o início da pandemia muitas mulheres deixaram o trabalho devido ao fechamento de escolas e creches, e as necessidades de cuidados com idosos, as implicações são de longo alcance, esse êxodo pode fazer com que o progresso das mulheres no mercado de trabalho retroceda uma geração inteira e resultar em um aumento da disparidade salarial de gênero. “Este é um momento importante para os empregadores descobrirem como podem reagir, as empresas precisam criar programas destinados a apoiar suas funcionárias e trazê-las de volta ao mercado de trabalho”, aponta Neiva Gonçalves Diretora de Carreira da Success People.

Ciente do papel das empresas para o crescimento das economias e para o desenvolvimento humano, a ONU Mulheres e o Pacto Global criaram os Princípios de Empoderamento das Mulheres. Os Princípios são um conjunto de considerações que ajudam a comunidade empresarial a incorporar em seus negócios valores e práticas que visem à equidade de gênero e equiparação salarial.

Estes são os sete Princípios de Empoderamento das Mulheres:

  1. Estabelecer liderança corporativa sensível à igualdade de gênero, no mais alto nível.
  2. Tratar todas as mulheres e homens de forma justa no trabalho, respeitando e apoiando os direitos humanos e a não-discriminação.
  3. Garantir a saúde, segurança e bem-estar de todas as mulheres e homens que trabalham na empresa.
  4. Promover educação, capacitação e desenvolvimento profissional para as mulheres.
  5. Apoiar empreendedorismo de mulheres e promover políticas de empoderamento das mulheres através das cadeias de suprimentos e marketing.
  6. Promover a igualdade de gênero através de iniciativas voltadas à comunidade e ao ativismo social.
  7. Medir, documentar e publicar os progressos da empresa na promoção da igualdade de gênero.

 

“Queremos construir um mundo de trabalho distinto para as mulheres”, relata Phumzile Mlambo-Ngcuka, subsecretária geral das Nações Unidas e diretora executiva da ONU Mulheres, “À medida que crescem, as meninas devem ter a possibilidade de acessar ampla variedade de carreiras e devem ser encorajadas a decidir para além das opções tradicionais que lhes permitam conseguir empregos na indústria, arte, função pública, agricultura moderna e ciência. No mundo, é necessária uma mudança significativa na educação de meninas, se a igualdade de gênero avançasse, poderia ser dado um impulso de 12 bilhões de dólares no PIB mundial de agora até 2025”, complementa.

De acordo com Flavia de Oliveira, psicóloga especializada em desenvolvimento pessoal e gestão de carreiras na Success People, para alcançar a igualdade no ambiente de trabalho será preciso ampliar as oportunidades: “É necessário ser dada a voz para as próprias mulheres gerarem as soluções que permitam superar as barreiras atuais, é preciso atuar com determinação para eliminar a discriminação que as mulheres se deparam e que convergem para além do tema de disparidade salarial”.

Para Bárbara Gomes, especializada em Neurociência aplicada no RH, integrante do comitê de inovações da Success People a pandemia trouxe reflexões  no que se refere a força da liderança feminina: “Em um contexto de tanta instabilidade as mulheres demonstraram ser muito mais assertivas e bem-sucedidas do que os homens no enfrentamento da crise de Covid-19, Jacinda Ardern, a Primeira-ministra da Nova Zelândia, país que teve a melhor resposta ao vírus em todo o mundo, com baixíssimo índice de contágio, Angela Merkel, chanceler da Alemanha, sempre muito firme encarou com coragem o problema obtendo excelentes resultados e Luiza Helena Trajano, no Brasil, a dona do Magazine Luiza que conseguiu valorizar a sua marca durante a pandemia criando oportunidades, estão entre as líderes que são exemplos da capacidade feminina, os pontos fortes dessa liderança são a coragem no enfrentamento com rápida reação em momentos difíceis, tomadas de decisões, intuição e afeição pelo próximo”.

 



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