04/02/2021 às 14h28min - Atualizada em 08/02/2021 às 00h00min

Pesquisa mostra que vendas no e-commerce brasileiro cresceu 154% na semana do Natal

Após registrar faturamento recorde, mercado mostra otimismo em relação ao setor para 2021

DINO
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A crise financeira causada pela pandemia de covid-19 não foi um empecilho para que o consumidor brasileiro fizesse as tradicionais compras de fim de ano. Com números consideráveis, o e-commerce nacional registrou, em 2020, mais que o dobro de vendas na semana do Natal do que no mesmo período em 2019. Segundo levantamento da Mastercard SpendingPulse, as compras virtuais cresceram por volta de 154% no período analisado.

A empresa, que mede os gastos em transações no varejo por todos os tipos de pagamento, revelou ainda que setores que mais se destacaram foram os de drogarias, com aumento de 213,1% nas vendas; móveis, registrando alta de 137%; e eletrônicos, que registrou 136,1% a mais de comercializações de produtos no Natal.

Para efeito de comparação, enquanto as lojas virtuais tiveram um grande salto em vendas, o varejo tradicional cresceu cerca de 10,8% no mesmo intervalo de tempo. Mais uma vez, os setores de móveis e eletrônicos puxaram essa evolução, com uma expansão de 14,3%. Logo atrás, vieram os artigos de uso pessoal e doméstico, como itens esportivos, joalheria e brinquedos, com alta de 10,9%.

Mas não foi somente na semana do Natal que o e-commerce brasileiro teve alta significativa. Todo o mês de dezembro registrou números recordes para o período. Somente entre os dias 10 e 24 do último mês do ano, o setor de vendas on-line faturou R$ 3,8 bilhões, valor por volta de 44,6% maior do que um ano antes, segundo dados de uma pesquisa da Ebit | Nielsen.

Esse mesmo estudo mostrou também que, em 2020, os consumidores abriram mais o bolso: o gasto médio por presente no Natal saltou de R$ 408 para R$ 462 em um ano. Paralelamente, o número de pedidos em lojas on-line também cresceu: dos 6,4 milhões em 2019 para os 8,1 milhões no último ano, são 27,5% a mais.

Otimismo para 2021

Não restam dúvidas de que as consequências da pandemia interferiram diretamente no crescimento do e-commerce. De acordo com a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), a expansão de vendas on-line em 2020 no país superou, em apenas um semestre, as projeções feitas para os próximos seis anos. Para este ano, as expectativas apontam um crescimento de 26% no faturamento, totalizando R$ 110 bilhões.

Esses resultados podem, no entanto, sofrer limitações devido à retomada mais lenta da economia global, às projeções de aumento da taxa básica de juros e ao aumento da inflação. Segundo o Banco Central, é esperado pelos principais agentes do mercado financeiro um aumento de 3% na atividade econômica. Em 2020, a queda foi de 5%.

As vantagens de comprar cueca on-line

Se, por um lado, o isolamento social contribuiu para o aumento das vendas na internet, essa modalidade de comércio também ganhou destaque pela facilidade que o consumidor tem em encontrar os produtos que deseja. No caso de roupas íntimas, a busca por lojas de cueca on-line ganhou grande apelo devido à comodidade do cliente e à menor exposição ao contato físico.

O ambiente virtual, além de acabar com o constrangimento diante de vendedores, trouxe um leque maior de produtos à disposição, economia de tempo e até mesmo de dinheiro, uma vez que os preços do e-commerce são, geralmente, menores do que em lojas tradicionais. Além disso, esse tipo de serviço evita que as pessoas circulem pelas ruas e shoppings com sacolinhas de cuecas, propiciando que recebam os produtos em casa com segurança.



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