10/08/2020 às 10h58min - Atualizada em 10/08/2020 às 11h03min

Mercado automotivo tem alta histórica em junho e cenário pode melhorar, afirmam especialistas

Resultado de vendas em junho apresentou crescimento de quase 100%

DINO
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O mercado automotivo foi um dos que mais sofreu com a crise econômica causada pelo novo coronavírus, uma vez que as vendas foram reduzidas em 76% em abril e em 75% em maio deste ano. Parte da razão para essa queda tão acentuada de desempenho foi o fato de que o público consumidor não se sentiu confortável em investir milhares de reais em um cenário de incerteza econômica por causa da pandemia.

No entanto, os novos dados de vendas de carros no Brasil mostram que a insegurança no mercado pode estar passando. Segundo a Fenabrave, Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores, o desempenho de vendas do setor no mês de junho foi histórico e registrou um aumento de 93,5% em relação a maio deste ano.

Segundo os dados, foram emplacados 194.354 unidades de veículos em junho de 2020 contra 100.422 em maio do mesmo ano, sendo uma das maiores variações entre dois meses seguidos já registradas. É claro que, em relação a 2019, os resultados ainda foram ruins. Em junho do ano passado foram vendidos 316.453 carros no Brasil, o que significa que o resultado do mês passado foi 38,58% menor do que em 2019.

"É claro que se compararmos com 2019, o resultado ainda é de queda. No entanto, a indicação é de retomada e perspectiva de um segundo semestre muito mais positivo no setor", afirma Alexandre Jacques, fundador do Grupo Alexandre Jacques e do Pregão de Guerra , metodologia de vendas que vende o equivalente a 1 mês em apenas 1 dia de evento. Ele continua: "O que é importante tirar desses números é que, apesar do baque que a pandemia causou no setor, a melhora é expressiva e anima todo o mercado para o segundo semestre".

Apesar de muita gente ter se surpreendido com os bons resultados do mercado em junho deste ano, Jacques não foi um deles. Para ele, o setor estava destinado a se recuperar e o ritmo deve aumentar nos próximos meses.

"Isso foi algo que avisamos desde o começo. A queda do mercado não era orgânica. Ninguém parou de comprar carros porque não via valor nos automóveis, mas sim por causa da pandemia. Assim que a situação se estabilizar, a lógica é que a demanda retorne", afirma.
De acordo com Jacques, um dos benefícios que acelera essa recuperação econômica é o fato de que os fundamentos do mercado estão alinhados para isso.

"A taxa de juros do financiamento automotivo ainda está alta em relação à Selic, com a justificativa que o cenário instável da economia trazia mais riscos. No entanto, a gente pode ver um movimento contrário em breve. Além disso, há uma demanda reprimida que deve estourar", revela Jacques.

De acordo com ele, a demanda que virá para alimentar a retomada econômica pode ser causada justamente por conta do novo coronavírus.

"Foi o movimento que aconteceu na China e em outros países que estão na nossa frente no calendário da pandemia. Assim que as coisas estabilizaram, o consumidor foi ao mercado para comprar carros. Isso porque um automóvel permite se locomover com mais segurança em relação ao vírus do que o transporte público. Basta ver as opções de drive-in ou drive-thru disponíveis no mercado agora, por exemplo", argumenta.

Além do histórico de países que já passaram pelo estágio da pandemia e que o Brasil está passando no momento, Jacques ainda vê outros dados que ajudam a corroborar essa visão.

"A Anfavea soltou um estudo recentemente constatando que 8 em cada 10 pessoas que tinham o interesse de comprar um carro em 2020 continuam com essa perspectiva, ou seja: a pandemia não afetou tanto assim a intenção de compra do público. Só o momento que não era considerado o melhor. Isso dá segurança e confiança de que os próximos meses verão essa demanda escoando para as concessionárias", assegura.

Apesar do retorno da demanda ser uma ótima notícia, Alexandre Jacques afirma que nem todas as concessionárias conseguirão transformar esse fluxo em resultados.

"A demanda vai voltar, mas o consumidor mudou. A pandemia foi um choque que causou uma alteração no comportamento dos compradores. É preciso se adaptar para conseguir capitalizar em cima do fluxo", afirma.

É por isso que o Grupo Alexandre Jacques trabalhou na adaptação da metodologia do Pregão de Guerra para o sistema digital.

"Nós criamos o Pregão de Guerra Digital - um modelo digital que permite que os nossos clientes possam aplicar o mesmo conhecimento e conteúdo nas suas vendas. Nos eventos que já realizamos, tivemos resultados excepcionais, comprovando a eficácia do programa", revela, antes de completar: "Com isso, esperamos poder ajudar nossos clientes a se adaptarem para a nova realidade e aproveitarem o retorno da demanda para que possam recuperar os meses perdidos".



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