18/04/2015 às 10h00min - Atualizada em 18/04/2015 às 10h00min

Câmara de Presidente Kennedy pode rejeitar contas de Reginaldo Quinta

Século Diário
 
Nesta semana, o Tribunal de Contas do Estado (TCES) deve analisar as contas do ex-prefeito de Presidente Kennedy, litoral sul do Estado, Reginaldo Quinta (PTB), relativas ao exercício de 2010.  Se o parecer for de rejeição ou de aprovação com ressalvas, uma movimentação parecida com a que aconteceu em Linhares, no norte do Estado, na semana passada, estaria sendo preparada no Legislativo kennedense.

Mesmo tendo sido preso e envolvido em várias denúncias de improbidades administrativas, o ex-prefeito não é inelegível e poderia, sim, disputar a eleição do próximo ano, a menos que tenha uma condenação colegiada. 
 
Nos meios políticos locais, o que se comenta é que o Legislativo estaria disposto a uma manobra política para tirar Quinta do jogo político do próximo ano. Se a manobra se confirmar, a situação ficará complicada para a atual prefeita Amanda Quinta (SD), que é sobrinha de Reginaldo e disputou a eleição com o nome de urna do tio, impugnado na disputa municipal de 2012. 
 
Isso porque, a prefeita tem maioria na Câmara e o comentário no município é de que a manobra teria interesse do Executivo. Mesmo com a reputação manchada por denúncias, Reginaldo Quinta é considerado favorito na eleição, caso dispute.
 
Daí o interesse em tirá-lo do páreo. Mesmo que o parecer do TCES seja de aprovação com ressalvas, a decisão final é da Câmara de Vereadores, que é a instância competente para julgar as contas do Executivo. 
 
O município de Presidente Kennedy já ganhou destaque nacional por causa da desigualdade social no município. Embora tenha o maior PIB per capta do País, devido aos royalties de petróleo, a população de pouco mais de 11 mil habitantes vive em situação precária, com carência de vários serviços e infraestrutura. 
 
A história política de Kennedy é marcada por muitas disputas políticas, que já envolveram além de afastamentos de prefeitos, eleições extemporâneas determinadas pela Justiça Eleitoral, por comprovação de crimes eleitorais, como compra de votos. A possibilidade da manobra no município revela a antecipação da disputa eleitoral do próximo ano, com prefeitos e adversários se digladiando nas brechas da lei para tentar definir a eleição um ano antes do pleito.

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