22/06/2020 às 08h57min - Atualizada em 22/06/2020 às 08h57min

Acusado de matar o assassino da menina Thayná alega ter sido assediado na cela

De acordo com a Polícia Civil, o detento de 28 anos disse em depoimento que Ademir Ferreira tentou o assediá-lo sexualmente dentro da cela que dividiam e, ao se negar, recebeu ameaças pessoais e contra sua família

Da Redação
O detento acusado de matar Ademir Lucio Ferreira dos Anjos, que assassinou a menina Thayna Andressa Jesus do Prado em 2017, disse ter cometido o crime porque teria sido assediado sexualmente dentro da cela da Penitenciária Estadual de Vila Velha 5 (PEVV 5). O assassinato ocorreu na noite deste sábado (20). De acordo com a Polícia Civil, o detento de 28 anos informou em depoimento que teria sido assediado por Ademir, então companheiro de cela. No entanto, ao se negar a manter relações sexuais, segundo ele, Ademir o ameaçou pessoalmente e também contra família do detento.

Em nota enviada à reportagem, a Polícia Civil informou ainda que o suspeito, após ser ameaçado, reagiu aplicando um golpe conhecido como mata-leão no companheiro de cela. O estrangulamento levou Ademir Ferreira à morte. Esta foi a versão dada pelo detento no depoimento prestado. Ademir estava preso desde novembro de 2017 pela morte da menina Thayná , na época com 12 anos. Ele é acusado de sequestrar, abusar e matar a criança no bairro Universal, Viana. O caso gerou grande comoção pública. Ademir também cumpria pena pelo estupro de uma outra criança, de 11 anos, pelo qual ele foi condenado a 34 anos de prisão em 2018. Ele possuía processos por homicídio qualificado, roubo e estelionato e já havia sido agredido no presídio outras vezes.

MORTE DE THAYNA
Thayná foi sequestrada no dia 17 de outubro de 2017, quando saiu para procurar papelão no bairro onde morava, em Universal, Viana. Na ocasião, a mãe dela, Clemilda Aparecida de Jesus, de 39 anos, procurou a polícia e os dias seguintes foram uma via crucis. Foram idas aos comércios do bairro, conversas com moradores, tudo para levantar informações que pudessem ser usadas para ajudar na busca pela menina. A mãe conseguiu 
o vídeo, divulgado em 31 de outubro daquele ano, que mostrava Thayná entrando num carro, o que levou a investigação da polícia para a linha de sequestro. Sete dias depois, o carro utilizado no crime foi encontrado em uma oficina de Guarapari. O veículo, segundo a polícia, era usado por Ademir Lúcio Araújo Ferreira, que passou a ser apontado como principal suspeito do crime.

Dias depois, uma megaoperação da polícia realizada em Viana encontrou a ossada de uma criança do sexo feminino, próximo a uma lagoa. O padrasto da menina Thayná reconheceu que a roupa encontrada pela polícia era da enteada. O local, segundo a polícia, seria utilizado por Ademir para cometer outros crimes. Após quase um mês do desaparecimento de Thayná, Ademir foi preso no Rio Grande do Sul. No dia da prisão, a mãe da menina disse que estava aliviada, mas aguardava a condenação do suspeito. O caso ainda não foi julgado pela Justiça.

Fonte: A Gazeta
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