21/03/2015 às 07h53min - Atualizada em 21/03/2015 às 07h53min

Polícia conclui que soldado da PM assassinado em Marataízes foi vítima de latrocínio

De acordo com o delegado Djalma Lemos, oito pessoas foram indiciadas e cinco já estão presas. Três envolvidos diretamente na morte de Eduardo Júnior continuam foragidos

Folha Vitória
Eduardo Júnior foi assassinado no último dia 10 Foto: Reprodução

A polícia concluiu que o soldado da Polícia Militar, Eduardo Junior, morto a tiros no último dia 10, em Marataízes, no sul do Estado, foi mesmo vítima de latrocínio - roubo com morte. De acordo com o delegado Djalma Lemos, um dos responsáveis pela investigação do caso, a primeira parte do inquérito sobre o crime foi concluída nesta sexta-feira (20) e encaminhada à Justiça.

Segundo o delegado, oito pessoas, entre elas o taxista Benjamin Martins, que dirigia o veículo utilizado pelos assassinos do PM, foram indiciadas por formação de quadrilha. Dessas, quatro tiveram envolvimento direto na morte do policial e foram autuados por latrocínio. 

Segundo o delegado, Benjamin Martins não teve participação direta na morte do soldado Eduardo, mas também foi autuado por roubo qualificado, já que participou do roubo do carro do policial - um Toyota Corolla prata, e por notificação falsa de crime, pois teria passado informações erradas à polícia, dificultando a investigação.

"O Benjamin era quem conduzia o carro utilizado no assalto e que fechou o veículo conduzido pela vítima. Então ele tem envolvimento no roubo. Além disso, ele induziu a polícia a fazer a investigação em locais errados, o que atrasou o nosso trabalho", destacou Djalma.

Além do taxista, estão presos Bruno Santos Silva, Lucas Gomes, Alan Vitor Porto Paz e Alef de Oliveira. Desses, segundo a polícia, apenas Lucas tem envolvimento direto com o assassinato do soldado e com o incêndio do carro dele, ocorrido em Vargem Alta.

"Eles viram que precisavam se livrar do carro. Então, para tentar desviar o local da investigação, eles levaram o veículo até Vargem Alta e o incendiaram lá", explicou Djalma.
Segundo o delegado, continuam foragidos Maurício Fraga Fernandes, o "Mau-Mau"; Vinícius da Silva Sartório, vulgo "MP" (Matador de Policial); e Leandro Maia, conhecido como "Leandro Macaco". Todos eles, de acordo com a polícia, estão diretamente envolvidos com a morte de Eduardo Júnior e foram indiciados por latrocínio.

Outro responsável pelas investigações, o delegado Edson Lopes disse à TV Vitória/Record que ainda não tem previsão de quando vai concluir a segunda etapa do inquérito, porque novas prisões devem acontecer. Segundo ele, uma operação foi realizada no bairro Zumbi, em Cachoeiro, nesta sexta-feira.  

O crime

O policial foi sequestrado na noite do último dia 10, quando estava dentro de seu carro e foi abordado por quatro homens armados em Marataízes. Os bandidos estavam em um táxi, conduzido por Benjamin Martins. 

O taxista disse que teria sido sequestrado e obrigado a levar os assaltantes até o carro onde estava o policial. Ele contou que foi liberado e teria acionado a polícia. Os bandidos teriam embarcado em Cachoeiro de Itapemirim e seguido até Marataízes no táxi de Benjamin.

Durante a madrugada, o carro em que Eduardo estava foi encontrado queimado em Vargem Alta. Já o corpo do soldado foi encontrado pela manhã, em um canavial na localidade de Brejo Grande do Sul, em Itapemirim.


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