13/01/2020 às 09h45min - Atualizada em 13/01/2020 às 09h45min

Cervejaria Backer diz que bebidas de lotes contaminados foram vendidas também para o ES

Peritos investigam se a bebida pode ter provocado doença que causou enfermidades em ao menos oito pessoas em Minas, levando uma à morte

Da Redação

Cerca de 33 mil garrafas de um lote contaminado da cerveja Belorizontina foram distribuídas para Belo Horizonte e região metropolitana, São Paulo, Espírito Santo, Distrito Federal e outras regiões de Minas. A informação foi confirmada por representantes da cervejaria Backer durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (10), segundo informou a imprensa mineira.

Um laudo da Polícia Civil de Minas Gerais divulgado nesta quinta-feira (9) apontou para a presença da substância dietilenoglicol em amostras de duas linhas de produção do lote 1348 (L1 1348 e L2 1348). As amostras foram coletadas nas casas de pacientes que apresentaram sintomas de uma doença que causa insuficiência renal grave.

Uma força-tarefa foi criada para investigar se há vínculo entre a contaminação da cerveja e a síndrome nefroneural, que já acometeu 10 pessoas na capital mineira. Um paciente, morador de Ubá, a 280 km de Belo Horizonte, morreu nesta semana.

Amostras de sangue de três pacientes foram analisadas e constataram a presença de dietilenoglicol. A substância, que é utilizada como anticongelante, é tóxica e pode ter causado os sintomas apresentados pelos pacientes, como náusea, vômitos, insuficiência renal, dentre outros.

A cervejaria Backer, no entanto, diz que a substância não é utilizada em nenhuma parte do processo de produção das cervejas na fábrica.

Interdição

A fábrica da cervejaria Backer, no bairro Olhos d'Água, em Belo Horizonte, foi interditada nesta sexta-feira (10) pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Os donos da cervejaria Backer disseram que não foram informados sobre a interdição.

Segundo a pasta, a medida cautelar foi feita "diante do risco iminente à saúde pública". O Mapa também determinou ações de fiscalização para apreensão dos produtos que ainda se encontram no mercado.

Cervejas recolhidas

Um dia após o laudo da Polícia Civil constatar a substância tóxica em amostras de um lote da cerveja Belorizontina, supermercados de Belo Horizonte recolheram produtos da Backer das prateleiras.

A cervejaria também anunciou que vai ressarcir clientes que compraram cervejas do lote contaminado.

A Prefeitura de Belo Horizonte disponibilizou nove pontos de recolhimento de cervejas da marca Belorizontina de moradores da capital mineira que ainda possuem o produto para consumo próprio.

Engenheiro Capixaba é uma das pessoas internadas com sintomas de contaminação

Uma das oito pessoas que foram intoxicadas por uma doença misteriosa em Minas Gerais é o capixaba Luiz Felippe Teles Ribeiro, de 37 anos. Ele é natural de Marataízes, no litoral capixaba, e, segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Espírito Santo, reside em Minas Gerais já há algum tempo.

A Secretaria de Saúde do estado mineiro informou que o paciente está internado num hospital privado de Belo Horizonte, mas não deu mais detalhes do estado de saúde de Luiz Felippe.

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