Jornalista kennedense sofre ameaça de morte

Por kennedyemdia.com.br-
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A jornalista Luciana Máximo, natural de Presidente Kennedy e conhecida por seu trabalho firme e imparcial no jornal Espírito Santo Notícias, sofreu uma grave ameaça de morte nesta segunda-feira (07). O autor foi o vereador conhecido como Alemão de Niterói, que esteve na porta da casa dela, em Piúma, completamente alterado, gritando e dizendo que “acabaria com ela” e que, “pelos filhos, iria até o inferno”.

O desentendimento teve início após uma palestra ministrada por Luciana para turmas do 7º e 8º ano na Escola Municipal José de Vargas Scherrer, em Piúma, sobre o tema Gêneros Textuais – Notícia e Reportagem. Durante a atividade, Luciana apresentou aos alunos exemplos reais de sua experiência profissional, discutindo a estrutura das notícias, o papel da imparcialidade e a importância da empatia no jornalismo.

Entre os exemplos, a jornalista mencionou processos que enfrentou ao longo da carreira e citou boletins de ocorrência falsos registrados por políticos – incluindo um caso movido pelo próprio vereador Alemão. Segundo o relato, ao perceber que o filho do vereador estava presente na sala, Luciana explicou o contexto de forma transparente e responsável.

A palestra, gravada pelas câmeras da escola e acompanhada por professores, não teve caráter político-partidário ou militante. Mesmo assim, após o ocorrido, um vídeo ensaiado e divulgado nas redes sociais do vereador tentou acusar a jornalista de exposição indevida e militância política.

No mesmo dia, Alemão de Niterói foi até a residência da jornalista. De acordo com Luciana, ele se mostrou descontrolado, gritando ofensas e ameaças. Apesar de tentativas de diálogo, o vereador se recusou a ouvir qualquer explicação, afirmando que usaria todas as ferramentas disponíveis para prejudicá-la, incluindo delegacia, Secretaria de Educação e redes sociais.

Em nota, Luciana Máximo afirmou estar tranquila em relação ao conteúdo da palestra, destacando que todas as falas foram gravadas e podem ser comprovadas. Ela também reforçou que o trabalho jornalístico precisa ser livre para relatar fatos, ainda que isso incomode políticos ou autoridades.

Reconhecida por sua forte atuação no Sul do Espírito Santo, principalmente em Piúma e Anchieta, Luciana Máximo é conhecida por um jornalismo crítico e investigativo. Em seu posicionamento, ela afirmou que não irá se calar diante de intimidações ou ameaças.

O caso expõe mais uma vez os riscos enfrentados por profissionais da imprensa no exercício de seu trabalho — e reforça a necessidade de respeito à liberdade de expressão e ao direito de crítica, fundamentais para a democracia.

FONTE: Com informações do Espírito Santo Notícias
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