03/10/2018 às 09h56min - Atualizada em 03/10/2018 às 09h56min

Candidato que foi instrutor da SWAT defende o porte de armas para civis

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Marcos do Val (PPS) ficou conhecido no Estado e no País, por ser especialista em segurança pública e privada. Militar da reserva do Exército Brasileiro, o capixaba é instrutor da SWAT (SpecialWeaponsAndTactics). Candidato ao Senado pela primeira vez, tem a característica de nunca ter sido candidato ou ficar atrelado como cargo de confiança na área política.

Do Val traz em suas bandeiras, transformar o Espírito Santo em referência de segurança e qualidade de vida para o todo país.  “Através da segurança vamos atrair para o Estado essa relevância no cenário nacional e investimentos que irão procurar a rentabilidade que existe por trás da estabilidade, proporcionando assim um desenvolvimento sustentável, com geração de emprego e incremento de renda”, declarou.

Influente nas redes sociais, enquanto senador fará uso delas para se manter em contato com a população. “Tenho um grande envolvimento nas mídias sociais, com muito engajamento de pessoas de todo o país e de várias partes do mundo, que pretendo usar como uma das plataformas para promover uma gestão participativa, transparente e idônea do papel de senador, que deverá repercutir em um ambiente que tão frequentemente é só visto como um meio de poder”.

O candidato, natural de Vitória, acredita que a máquina pública precisa ser enxugada, e que ainda há muitos cargos criados para atender aos interesses de aliados políticos. “É preciso revisar toda essa enorme quantidade de comissionados, limitando o emprego público ao que é necessário, temos que acabar com cabides de empregos e funcionários fantasmas. Enquanto reduzimos os desperdícios no gasto com pessoal, precisamos reequilibrar o pacto federativo. Os municípios estão sobrecarregados com despesas, os estados também se encontram nessa profunda crise, chegando à falência ou muito perto disso”, falou o candidato.

O candidato não fugiu às perguntas críticas como as apresentadas aos outros candidatos ao Senado. Sobre a maioridade penal, Marcos diz que a maturidade mudou, e que os jovens têm ganhado muitos direitos como os da emancipação, do voto, do trabalho e devem arcar com suas responsabilidades.

“Acredito que a redução da idade para se tornar imputável a crimes não impede a continuação da proteção do adolescente. Hoje um jovem de 16 anos pode tanto se tornar um empreendedor, com uma startup inovadora, ou um criminoso. Mas enquanto há certas restrições para conseguir fazer a primeira ação, por proteção justamente de sua imaturidade, a ‘proteção’ do menor contra o crime só funciona de forma a evitar a sua punição, apesar de existir um sistema para prevenir que sua apreensão seja seguida pela sua conversão em criminoso – sabemos que não tem conseguido. Precisamos de uma atuação mais decisiva com os jovens, assim como uma certeza de não existir impunidade para decisões erradas”, afirmou.

Falando da descriminalização da maconha, foi certeiro ao dizer que qualquer tipo de droga é uma decisão errada, na vida de um jovem, por exemplo. “Sei que existem malefícios no consumo e liberar isso significa de alguma forma consentir que isto cresça na sociedade. Por outro lado, temos resistido em vão ao consumo e jovens continuam tendo acesso, fomentando o crime por trás disso. Ainda tem a questão científica, que fica limitada de desenvolver com a rubrica de ilegal da substância. Precisamos ser inteligentes com isso, escutar a sociedade, mas nunca baixar a guarda, mas acredito que isto possa ser melhor debatido pela comunidade, não apenas contraposto por marchas unilaterais, realmente estudado, e penso que o Congresso pode ser uma das formas desse debate acontecer.”, destacou.

Sobre o aborto, um tema tão sensível de se falar, o candidato acredita que a decisão não é apenas da sociedade, pois envolve a vida de cada mulher e da vida que ela carrega. “Balizando entre estes contrastes temos uma situação decidida pelo STF que ressoa na nossa constituição, que fetos sem condição de sobrevida, em uma gravidez que além deste destino oferece riscos à mãe, assim como nos casos em que não é apenas indesejada, mas forçada, por estupro, a gravidez pode ser interrompida. Entendo que são situações que convém trazer para a lei a certeza de validade dessas decisões”.

Por fim, quanto às armas de fogo, por experiência própria, o candidato que conviveu anos fora do Brasil, em países onde o porte de armas é legalizado, defendeu uma revisão no estatuto a fim de regularizar o porte por civis.

“Nosso método atual para regular porte de arma, tornar complicado demais ter uma e praticamente impossível portar uma. Automaticamente se presume que qualquer cidadão está desarmado, o que leva a inúmeros problemas, desde a liberdade plena dos bandidos de atuar apenas eles armados contra a população, como a uma atitude mais hostil contra certas camadas da população, assumindo que apenas quem está marginalizado – por ser pobre, por morar em certo bairro ou simplesmente ser negro – que poderá estar armado e em vias de cometer um crime. Precisamos nos tornar uma sociedade que seja igualitária, que respeite os indivíduos e não é controlando a população como se fosse um rebanho”, lembrou o candidato que defende que o porte seja dado com a ressalva que as pessoas sejam treinadas, tenha idoneidade e aptidão psicológica comprovada.

 

 

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