19/06/2018 às 11h28min - Atualizada em 19/06/2018 às 11h28min

Ônibus da Costa Sul lotado de fiéis perde o freio na serra de Soturno

Cerca de 40 pessoas voltavam de uma missa realizada na Matriz de São João Batista, em Jaciguá

Com informações Fato e Facebook
Fotos: Alexandre Oliveira


Fiéis da Paróquia Sagrada Família, de Soturno, distrito de Cachoeiro de Itapemirim, passaram por momentos de tensão e medo na noite desta segunda-feira (18). O ônibus em que estavam, perdeu o freio ao descer a serra, mas não houve feridos.

"Por volta das 22h00, o motorista do ônibus gritou para que os passageiros se segurassem nas poltronas e permanecessem sentados". Esse foi o relato do passageiro Alexandre Oliveira, de 28 anos.

Em uma rede social, ele disse que cerca de 40 pessoas estavam no coletivo e voltavam de uma missa realizada na Matriz de São João Batista, em Jaciguá. "Fomos animar a missa e o que começou com uma noite maravilhosa, quase acabou em tragédia".

Em um desabafo Alexandre comentou ainda, fizemos a “curva da morte” na contramão para não bater no muro de contenção, para tentar evitar uma tragédia com as famílias que no ônibus estavam. O ônibus parou logo depois da curva porque Deus quis assim, foi Deus quem deu o livramento da noite de hoje. Não conheço o responsável da empresa que cuida da manutenção dos ônibus, e muito menos quem dá a ordem de colocar LIXOS como esse para transportar pessoas, só peço que Deus tenha misericórdia de você!


 

Desespero

Alexandre lembra que os passageiros entraram em pânico quando perceberam o que estava acontecendo.

"Algumas pessoas começaram a chorar e ficaram desesperadas com o que poderia acontecer. O motorista pediu para que todos se segurassem. O padre Carlos Renato ficou de pé e pediu a todos que mantivessem a calma", descreve.

Ele conta que também se levantou e pediu para que todos se segurassem nas poltronas. "Quem conhece essa serra, sabe muito bem o que é perder o freio quando se está descendo", complementa.

Um guincho fez a retirada do ônibus do local e os fiéis foram embora de carona com moradores da comunidade.  "Pessoas conhecidas que passavam por lá davam carona. Eu mesmo liguei para casa e pedi que alguém fosse me buscar", finaliza.


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