24/06/2022 às 09h38min - Atualizada em 24/06/2022 às 10h00min

Empreendedorismo avança e coloca Brasil na sétima posição do ranking mundial

Mesmo com os reflexos da pandemia, número de empreendedores aumentou em 1,2 ponto percentual em 2021, se comparado ao ano anterior. Expectativa de retomada da economia impulsiona o mercado na busca de parcerias e investimentos.

DINO
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O número de negócios com mais de 3,5 anos aumentou no Brasil, o que significa que parte dos empreendedores que abriram uma empresa nos últimos anos conseguiu sobreviver à pandemia. Em 2021, o país registrou 14 milhões de pessoas, entre 18 e 64 anos, o equivalente a quase 10% da população adulta, à frente de um empreendimento no país. É o que aponta o relatório da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2021, maior pesquisa de empreendedorismo do mundo, que, no Brasil, é realizada pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP).

Os dados revelam que a necessidade imposta pela crise sanitária motivou 48,9% dos entrevistados a iniciarem um negócio. Em 2020, 50,4% dos negócios foram abertos pelo mesmo motivo. Seja motivado pela necessidade ou pela oportunidade, o fato é que esse aumento no número de operações elevou o Brasil da 13ª para a 7ª posição do ranking mundial de empreendedores numa escala de 50 países.

A existência de programas de auxílios e a experiência dos empresários com gestão foram considerados pelo estudo como fatores importantes que corroboram para os bons resultados. Para a gerente comercial Eliane de Souza Requena, conhecimento em finanças e gestão de vendas é um dos pilares que o empreendedor necessita para dominar o conjunto de processos, métodos e ações que permitem a uma empresa controlar, analisar e planejar suas atividades financeiras. “Ao se tratar de gestão de vendas, pode-se fazer o mesmo paralelo, afinal, venda é o resultado ou consequência do controle de atividades estabelecidos através de uma métrica já validada”, explicou.

Embora a economia do país viva incertezas no cenário político, em virtude das eleições gerais, e sinta os reflexos da guerra entre a Ucrânia e a Rússia, que afetou todo o mercado global, o aumento dos negócios vem puxado por boas expectativas de retomada do setor. É o que indica o relatório do “Panorama da Economia Mundial”, divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em abril deste ano. Para 2022, a estimativa do FMI é de que o crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro chegue a 0,8%, contra 0,3% previsto em janeiro.

Em abril, as vendas no comércio varejista, por exemplo, cresceram 0,9%, numa quarta alta consecutiva do mercado, segundo dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Análise da capacidade de investimento do parceiro de negócios é ponto importante, afirma especialista

Mas, para além de um cenário promissor, a receita que indicará sucesso nos negócios e na prospecção de parceiros estratégicos traz muitos mais elementos que precisam de atenção do empreendedor. Um deles, a capacidade de investimento financeiro. “Para dar início em qualquer empreendimento é preciso de recursos. Estes serão aplicados em toda construção do negócio, desde infraestrutura, contratações, marketing e produtos e serviços. Considerando um parceiro, é fundamental que ele esteja saudável financeiramente para ingressar nesta jornada, visto que o retorno integral do investimento se dá em média de 12 a 18 meses”, ressaltou a especialista Eliane de Souza Requena.

Além de capital para investir e manter fluxo de caixa por um período, outros dois critérios integram a lista para expandir nos negócios ao considerar parcerias. São eles, a habilidade em gerir pessoas e o tempo para dedicação.

“Um parceiro de negócios precisa manter a equipe treinada, motivada e engajada no propósito da empresa, desenvolvendo métodos e ferramentas para conduzir profissionais de alta performance e obter resultados satisfatórios e, principalmente, consistentes. Afinal, esse é um momento decisivo para seu negócio, onde todas as ações são direcionadas para o alcance de novos clientes, gestão da marca, e retenção desses clientes”, ressalta.

Segundo ela, outro fator que deve merecer atenção em quem busca parcerias para expandir é montar com o sócio um roteiro de acompanhamento da rotina de trabalho, de forma que ele ajude nas estratégias e se dedique na criação de um comprometimento bilateral. “Isso vai estreitar o relacionamento, maximizar os resultados e reduzir os riscos de ‘abandono’ do negócio”, alertou a especialista, que tem 13 anos de experiência na área comercial.



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