08/03/2018 às 10h48min - Atualizada em 08/03/2018 às 10h48min

Bolsonaro se filia ao PSL em ato em Brasília; Magno Malta pode ser vice

Uol

 

Sob gritos e aplausos, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) participou na noite desta quarta-feira (7) de um ato de filiação ao PSL na Câmara dos Deputados. Enquanto era saudado por militantes com gritos de guerra e Hino Nacional dentro do Congresso, o pré-candidato à Presidência da República era representado do lado de fora por um boneco inflável de grandes dimensões. Ao discursar, o deputado explicou a origem de seu nome. Eu sou o messias. Jair Messias Bolsonaro, disse.

Jair é segundo colocado nas pesquisas de intenções de voto para as eleições de outubro.

Como se estivesse em um ato de campanha, ele falou de planos para o país e disse que, se for eleito, anunciará o nome de seus 15 ministros no início do período eleitoral. Segundo o presidenciável, seu eventual ministério terá gente gabaritada, com civis e com militares. Eu tenho a humildade de dizer: eu não sou bom não, mas os outros são muito ruins.

Presidente nacional do PSL, o deputado federal Luciano Bivar (PE) afirmou que, além de Bolsonaro, outros sete deputados se filiarão à sigla nesta quinta. Segundo o pernambucano, o número pode crescer até o fim da janela, em 7 de abril. "Como o Bolsonaro já falou, nós estávamos noivos e hoje é o dia do casamento", declarou, provocando risadas no plenário.

Ao discursar, o senador Magno Malta (PR-ES) foi saudado como possível vice de Bolsonaro na chapa presidencial. Para o senador, o debate das eleições se dará com base nos valores da família, no combate à corrupção e à violência. Para Malta, o novo presidente terá que ter sangue no olho e diposição para emparedar vagabundo.

Ao final de sua fala, Malta disse que é candidato a reeleição ao Senado e que Bolsonaro nunca o procurou para ser seu vice, mas ponderou que o futuro está nas mãos de Deus e tem muita água para rolar.

Desde o início do ato, os militantes alternaram gritos de guerra como "o capitão chegou", "a nossa bandeira jamais será vermelha" e "Lula na cadeia" --contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em sinal de respeito, os militantes se levantaram e entoaram o hino para que Bolsonaro discursasse. Antes de começar a falar, Bolsonaro pediu que Malta, sentado ao seu lado direito, fizesse uma oração.


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