06/12/2021 às 10h28min - Atualizada em 06/12/2021 às 10h28min

Jejum intermitente sem acompanhamento pode causar desnutrição

Protocolo alimentar pode trazer benefícios à saúde desde que orientado por um especialista; saiba os prós e contras da prática

Da Redação

É comum ouvir falar sobre o jejum intermitente na internet e nas redes sociais. Trata-se de um protocolo alimentar no qual há um horário definido para iniciar e terminar as refeições diárias. 

A cantora Kelly Key, que tem a prática como estilo de vida, e recentemente revelou que fica cerca de 16 a 18 horas sem comer, hábito que a levou a perder 15kg.

Mas, apesar de eficaz como método de emagrecimento, se o jejum intermitente não for orientado e acompanhado por um especialista, a janela alimentar e o tempo de jejum podem se tornar um gatilho para distúrbios alimentares ou para problemas como desnutrição. 

Em uma rápida busca pela internet é possível ver relatos e dicas milagrosas de pessoas que passaram até 24 horas sem comer em busca do corpo ideal e conseguiram perder os quilos indesejados, fazendo apenas uma refeição por dia e arcando com as consequências da restrição.

No entanto, a especialista destaca que o jejum intermitente é implementado de maneira individual, por um especialista que vai levar em consideração o histórico médico e alimentar do paciente, sua rotina, as dietas que ele já tentou e qual sua condição emocional para lidar com o protocolo, além de não servir apenas para fins estéticos de emagrecimento.

A forma como o organismo reage ao jejum também precisa ser observada, mesmo que a perda de peso ocorra ou que a pessoa se adapte aos horários de refeição, há alguns sinais que podem indicar que o corpo não está indo na mesma direção.

Neste sentido, o tipo de alimento ingerido durante a janela alimentar também conta para que o jejum seja feito de maneira saudável.

Camila ressalta que o jejum intermitente, apesar de ser um estilo de vida para algumas pessoas, também pode ser usado de forma transitória, alternado com outros protocolos alimentares, e não de maneira rotineira.

“Isso é importante para ver como o corpo fica, se a pessoa vai conseguir controlar a fome. Trabalho com protocolos de 8 a 14 horas, 18 no máximo para casos específicos. Mas 12 horas de jejum é interessante para a maioria das pessoas, com um jantar às 20h e a primeira refeição às 08h, que é naturalmente o que muita gente faz”, explica.

Se realizado de forma correta e com acompanhamento especializado, além de auxiliar na perda de peso, o jejum intermitente pode trazer benefícios à saúde e contribuir para melhorar o relacionamento com a comida, segundo Camila Marques.

Por outro lado, se feito de forma errada, o jejum intermitente pode causar sérios danos à saúde, como:

- desnutrição

- problemas hormonais e intestinais

- impactos na qualidade do sono

- queda de cabelo 

- enfraquecimento das unhas

- problemas gastrointestinais 

- baixa imunidade.

Além disso, o jejum intermitente pode causar um efeito contrário do desejado.

“A perda de peso ocorre porque o metabolismo vai utilizar o estoque de gordura durante o período em que a pessoa não está comendo. Mas nem sempre o jejum intermitente vai funcionar assim, em alguns casos o organismo vai entender que ele precisa retirar essa gordura da parte muscular, então a pessoa acaba perdendo massa magra”, ressalta a especialista.

A nutricionista destaca que nem todas as pessoas podem aderir ao jejum como protocolo alimentar, sobretudo quando há alguma alteração de saúde que não esteja controlada, como diabetes e hipertensão.

*Com informações do Portal R7


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