29/12/2016 às 17h06min - Atualizada em 29/12/2016 às 17h06min

Dengue, o perigo pode estar de volta

Da Redação

O mosquito aedes aegypti pode estar de volta no município de Presidente Kennedy e com ele a dengue também pode estar presente.

É o que mostra o boletim da dengue,  divulgado hoje(29) pela Secretaria de Estado da Saúde, trazendo a cidade ainda com incidência baixa, cerca de 53,1 nas últimas quatro semanas, mas mostrando também a presença do vírus. A incidência atual equivale ao 7º lugar no ranking dentre todos os municípios capixabas.

Para calcular a incidência, divide-se o número de notificações (ou seja, o número de novos casos da doença) pela população do município e multiplica-se este valor por 100 mil. O Ministério da Saúde considera três níveis de incidência de dengue: baixa (menos de 100 casos/100 mil habitantes), média (de 100 a 300 casos/100 mil habitantes) e alta (mais de 300 casos/100 mil habitantes). A taxa de incidência é, portanto, um importante indicador de alerta e ajuda a orientar as ações de combate à dengue. 

O alto índice de infestação no início de 2016 e os diversos casos já registrados neste fim de ano,  acende um alerta para a necessidade de redobrar os cuidados. No período de chuvas, a população precisa ficar ainda mais atenta para evitar a proliferação da dengue, em decorrência da elevação dos focos de água parada. 

 

Como se prevenir

- Limpar o quintal, jogando fora o que não é utilizado;
- Tirar água dos pratos de plantas;
- Colocar garrafas vazias de cabeça para baixo;
- Tampar tonéis, depósitos de água, caixas d’água e qualquer tipo de recipiente que possa reservar água;
- Manter os quintais bem varridos, eliminando recipientes que possam acumular água, como tampinha de garrafa, folhas e sacolas plásticas;
- Escovar bem as bordas dos recipientes (vasilha de água e comida de animais, pratos de plantas, tonéis e caixas d’água) e mantê-los sempre limpos.

 

Saiba mais sobre a doença

Todos os anos é a mesma coisa: no verão, em especial no início do ano, escutamos as mesmas notícias a respeito da dengue. E a sensação que frequentemente temos é de: “até quando?"

Para discutirmos as estratégias de prevenção, é preciso entender o que é doença, como a mesma se dá, seus sintomas e o que fazer em caso de suspeita da doença. Para se ter uma ideia da repercussão da epidemia, foi criado até um site específico com diversas informações a respeito (www.dengue.org.br). 

A dengue é uma doença transmitida pelo mosquito aedes aegypti, que teve entrada em nosso país através de navios negreiros provenientes da África. É uma doença infecciosa, transmitida por um mosquito, porém, com quatro formas distintas de apresentação: 1,2,3 e 4, ocorrendo de maneira mais insidiosa no verão ou em períodos pós chuvas, devido o acúmulo de água em diversos locais, propícios á proliferação do mosquito.

A dengue em sua forma clássica apresenta sintomas muito desconfortáveis, porém, não muito graves quanto aquelas de sua forma hemorrágica.

Os sintomas são febre alta, dor de cabeça e atrás dos olhos, dores nas costas. A pessoa refere um mal estar generalizado e muita dor no corpo, além de indisposição e incapacidade em realizar as atividades mais simples e de seu dia a dia, chegando a ficar de cama.

A forma hemorrágica da doença compreende sua forma mais grave, com apresentação de sangramento em várias partes do corpo, levando o indivíduo ao choque e morte. Ela pode ser também um tipo de agravamento da dengue clássica. Como existem quatro tipos de vírus de dengue, um mesmo tipo já apresentado por uma pessoa em uma condição, não pode se manifestar novamente.

Como o sistema de defesa de nosso organismo reage a um determinado tipo de dengue, este não volta novamente a acontecer, porém, pode ocorrer de maneira mais grave, com outro tipo de dengue da próxima vez.

Infelizmente, depois de instalada a doença, pouco se tem a fazer. Não existem medicações específicas que irão poder sanar o problema, mas alguns medicamentos que aliviam os sintomas, os chamados sintomáticos (remédios para dor de cabeça, febre, etc). É absolutamente necessário que a pessoa beba bastante água, e não se pode, em hipótese alguma, tomar medicamentos á base de AAS (ácido acetilsalicílico), por estes apresentarem substâncias que levam ao sangramento, aumentando desta forma o risco de hemorragias. As medicações então indicadas são o paracetamol e a dipirona.

A prevenção é a única forma de se erradicar a dengue. E é relativamente fácil, porém, envolve cuidado, supervisão e cidadania.

O grande “segredo” da prevenção é não deixar, em hipótese alguma, acúmulo de água em diversos locais: caixa dágua com a tampa aberta, pneus, vasos, calhas, lajes, garrafas e lixo.

Para isto, é necessária a supervisão de toda a população e a consciência cidadã, a fim de que todos nos tornemos agentes responsáveis.

Com a falta dágua em diversas regiões, a proliferação do mosquito e a instalação de uma epidemia foram o principal fator, devido ao acúmulo de água, inclusive aquela “guardada” para o uso nas casas.

A dengue tem jeito, porém, é fundamental o apoio e envolvimento de todas as pessoas. Para o nosso próprio bem e futuro.

Em caso de suspeita de dengue ou no aparecimento destes sintomas, procure imediatamente o serviço de saúde ou seu médico.


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