22/03/2021 às 12h06min - Atualizada em 26/03/2021 às 01h20min

Arquitetura hospitalar na construção dos espaços de saúde pode ajudar na reabilitação e bem estar de futuros pacientes

A tendência é criar ambientes que transmitam calma e segurança aos pacientes e familiares, além de facilitarem o fluxo do trabalho assistencial dos profissionais das instituições

DINO
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O papel fundamental da arquitetura é atender a demandas da sociedade para garantir o bem-estar na utilização dos espaços, e a arquitetura hospitalar é um dos pontos que influenciam na humanização das unidades hospitalares, de acordo com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil – CAU. Segundo o conselho, a arquitetura hospitalar é o segmento responsável por desenvolver projetos para hospitais, clinicas e laboratórios, assegurando comodidade e contribuindo no estímulo da reabilitação das pessoas em tratamento.

Atualmente para o arquiteto conceber espaços adequados para os cuidados com a saúde exige mais do que habilidade técnica, é um trabalho que também envolve conhecimento das leis e sensibilidade para captar necessidades especifica do setor, afirma Rogério Gonzalez, graduado em arquitetura e urbanismo. “A qualidade das instalações do espaço físico de um hospital pode influenciar muito no processo de recuperação dos pacientes”, diz o arquiteto.

A influência da arquitetura sobre a construção dos espaços dedicados aos cuidados com a saúde, de acordo o profissional, é bastante significativa. “Pode ser um laboratório, um hospital, uma clínica ou em qualquer outra estrutura do gênero, o espaço físico exerce impacto direto sobre a agilidade dos atendimentos e sobre o bem-estar. E isso, serve tanto para os médicos como para colaboradores, clientes e visitantes, além de afetar a integração entre processos de consultas, exames e demais procedimento”, explica Rogério, com especialização técnica em desenho arquitetônico.

A ideia principal em um projeto para construção de uma área de saúde, menciona o especialista com experiência em desenvolvimento de projetos de arquitetura e urbanismo e projetos de edificações comerciais, hospitalar, residenciais, industriais e corporativo, é melhorar as instalações físicas e fazer um planejado para que a construção tenha uma estrutura de fácil movimentação dos setores, uma agilidade para poder fazer mudanças rápidas em alguma crise e criar segurança adaptada de acordo com o ambiente.

“Suas funcionalidades dependem ainda da tipologia e da tecnologia aplicada na edificação, conforme sua localização, sua relação com o entorno urbano e do seu dimensionamento. Conhecer os processos de trabalho e as atividades que ocorrem em cada ambiente é a base de partida para as decisões do projeto, que englobam aspectos como sustentabilidade, aspectos sanitários, infraestrutura necessária e, por fim, o uso e a manutenção das edificações”, declara Gonzalez, que também tem curso de plano de necessidades e aplicação do conceito urbanístico em grandes metrópoles.

Conforme o arquiteto, os hospitais além de proporcionar bem-estar também têm que preservar pela segurança de pacientes e funcionários, e para isso a arquitetura hospitalar é desenvolvida com base em estratégias e normas regidas pela Agência Nacional de Vigilância sanitária – ANVISA. A entidade é responsável pelas exigências e especificações referente à saúde.

A ANVISA desenvolveu o Manual Prático para Arquitetura em Hospitais, que tem como objetivo regulamentar os projetos arquitetônicos e de design do ambiente hospitalar, informa Gonzalez. Com o cenário da pandemia da Covid-19, segundo o Conselho de Arquitetura e Urbanismo, em 2020 houve um aumento de 18% nas reformas, com relação ao ano anterior.

“Os projetos de arquitetura são separados em fases distintas de desenvolvimento como: programa de necessidades, criação e concepção, levantamento técnico, estudo preliminar, anteprojeto, projeto legal e projeto executivo. Quanto mais detalhado for o planejamento, mais chances de uma boa execução, entregando um resultado final idêntico ao que foi planejado. E isso requer que os escritórios de arquitetura, construtoras e incorporadoras tenham maior habilidade e capacidade técnica, sem deixar de lado a sensibilidade e a humanidade”, finaliza o arquiteto Rogério Gonzalez, com experiência na área de implantação e gestão da construção englobando o cenário de investimento e execução.  



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