15/03/2021 às 10h00min - Atualizada em 15/03/2021 às 10h20min

Mudanças nos hábitos de consumo marcaram o período pandêmico

Entre os itens mais comprados, as máscaras de proteção foram as mais procuradas

DINO
https://www.dekra.com

Em março de 2020, a Organização Mundial da Saúde anunciava que o mundo vivia uma pandemia em decorrência do Sars-Cov-2, ou o novo Coronavírus. Após um ano, muitas mudanças se estabeleceram como a nova realidade e as transformações passaram a ser definitivas. O coronavírus mudou o modo como as pessoas consomem, trabalham, se alimentam e aproveitam seu tempo, vive-se “o novo normal”.

De acordo com o levantamento da agência Global Web Index (GWI), as pessoas adaptaram muito seus hábitos de consumo durante a pandemia. A pesquisa realizada com pessoas de 16 a 64 anos, em 20 países ao redor do mundo, demonstrou que 56% dos entrevistados passaram a consumir mais programas jornalísticos e de cobertura de notícias, 54% deles também assistiam mais filmes e séries em serviços de streaming e 51% afirmaram ficar mais tempo vendo vídeos no You Tube. Além disso, dos 15.271 usuários de internet entrevistados, 46% disseram ter mais tempo de interação familiar depois do isolamento social e 43% têm se dedicado a cozinhar mais.

Entretanto, não foi só o consumo de mídia que aumentou, as compras de alimentos básicos, produtos de limpeza e de higiene pessoal chegaram ao ápice no final do primeiro trimestre de 2020. Entre os itens com maior índice de compra, destacaram-se o papel higiênico, alimentos embalados e grãos secos e arroz, segundo compilado de dados da Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD). A procura por luvas descartáveis chegou a ser 670% superior em comparação com o mesmo período em 2019. Já com relação às máscaras, antes da pandemia, três a quatro modelos eram testados por ano. De acordo com a EN149, o número subiu para até 30 modelos de máscara por mês.

Desde então, muitas empresas atuam no teste de máscaras respiratórias, atestando a segurança e proteção contra o coronavírus. A DEKRA, líder alemã em segurança, avaliou máscaras de mais de 1.500 fabricantes e concluiu que, pelo menos 80% das máscaras comercializadas no início da pandemia, não eram seguras. No final de 2020, a DEKRA passou a testar também as novas máscaras de proteção respiratória, a FFP2 e a FFP3, utilizadas por médicos e enfermeiros, checando as diversas classes de proteção e os níveis de permeabilidade.

O Diretor Administrativo de Testes da DEKRA, Jörg-Timm Kilisch, explicou que as máscaras de proteção FFP2 e FFP3 que passaram por essa avaliação possuem uma etiqueta de certificação com a marcação CE, que é um número de identificação de quatro dígitos. “Na DEKRA, atestamos que tais produtos foram submetidos ao procedimento de teste rápido de conformidade da União Europeia e atendem aos requisitos da norma vigente EN 149. O revendedor, importador ou fabricante deve fornecer prova de que o modelo de máscara FFP foi submetido com sucesso aos testes de certificação”, finalizou o diretor.

O uso de máscaras de proteção é, hoje, obrigatório em muitos países e essencial no enfrentamento da pandemia, sendo indispensável não apenas por profissionais da linha de frente em hospitais, mas também pela população que necessita sair de casa.

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