18/02/2021 às 09h28min - Atualizada em 18/02/2021 às 10h20min

Agência de Notícias inicia temporada de lives com a temática IFBrM

O Índice de Funcionalidade Brasileira Modificado é usado como instrumento adequado de avaliação da deficiência

DINO
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Na noite do último dia 8, o Grupo A Hora, através do Portal do Jornal Na Pauta Online, abriu o primeiro episódio de uma série de lives que serão promovidas no ano de 2021.

A temática foi a abordagem através do IFBrM, Índice de Funcionalidade Brasileira Modificado, usado como instrumento adequado de avaliação da deficiência.

O jornalista Fabricio Magalhães, CEO do Grupo A Hora, foi o mediador desta mesa virtual de discussões, que teve como debatedores e expositores, convidados especialistas no tema.

“Começamos com o pé direito. Foi a primeira live do ano e com uma riqueza de informações referentes à temática abordada, os convidados - como em todas as lives que realizamos, foram escolhidos a dedo. São especialistas no assunto, mas acima de tudo, são pessoas que doam seu tempo, sua energia e seu conhecimento em prol das pessoas com deficiência”, contou Fabricio Magalhães.

Uma das debatedoras, Daiane Mantoanelli, disse que o conceito de deficiência é um conceito em evolução, e que é preciso ultrapassar barreiras como o capacitismo. Daiane é especialista em Gestão Social e Educação Inclusiva, assistente social da prefeitura de Blumenau-SC, integrante do Coletivo Feminista Mulheres com Deficiência Helen Keller, integrante do Movimento Brasileiro de Mulheres Cegas e com Baixa Visão – MBMC, representante do Coletivo Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência – CUT e conselheira do CONADE – Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

A advogada Ana Cláudia Mendes de Figueiredo afirmou que o modelo social deixa de ser uma tragédia social, deixa de ser um problema do indivíduo para qual a única resposta é a cura, o tratamento, a terapia, e que a única resposta é a mudança das estruturas sociais. Ana Cláudia é advogada, Conselheira no CONADE – Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, coordenadora do Grupo Nacional de Autodefensoria da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down – FBASD, é idealizadora da Rede Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência e é membro da Comissão da Pessoa com Deficiência da OAB-DF.

Já Joelson Dias, advogado, ex-ministro do TSE e presidente da Comissão Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Conselho Federal da OAB, fez sua explanação com base na Convenção Internacional das Pessoas com Deficiência e afirmou que o Brasil, desde 2008, é signatário da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, onde o país assumiu perante a comunidade internacional de países, criar as condições concretas e reais para que as pessoas com deficiência possam exercer seus direitos em igualdade de condições com as outras pessoas.

A Dra. Lailah Vilela, fez uma abordagem mais técnica, porém com uma linguagem onde todos que estavam assistindo à live podiam entender perfeitamente. Lailah também explicou que o Índice de Funcionalidade Brasileira Modificado, usado como instrumento adequado de avaliação da deficiência, não é um instrumento de avaliação onde a pessoa que esteja sendo avaliada não diz sim ou não, mas é o avaliador quem responde, e que o IFBrM tem sete níveis que geram escalas de pontuações compreendidas entre 25 e 100 pontos, caracterizando o grau de deficiência em leve, moderada, grave ou sem deficiência. Lailah Vilela é médica com residência em Medicina Preventiva e Social/Saúde e Trabalho, é mestra em Saúde Coletiva/Saúde e Trabalho, é Auditora Fiscal do Trabalho no Ministério da Economia e é integrante do Grupo Interministerial para a criação do Sistema de Avaliação e Valoração das Deficiências.

Paula Tooths, jornalista do Grupo A Hora, residente nos Estados Unidos, também é uma das produtoras e organizadoras e afirmou que é um assunto que precisa chegar não só às autoridades políticas brasileiras, mas aos lares, às pessoas comuns, àqueles que não têm acesso a informação, e que este tipo de programação colabora com isso.

“A live é democrática e está acessível para quem queira assistir ou participar, independentemente de condição financeira ou social. O Índice de Funcionalidade Brasileira Modificado, usado como instrumento adequado de avaliação da deficiência, é um tema muito rico e abre trincheiras que até então eram desconhecidas”, concluiu Paula Tooths.

A programação conta com o apoio dos conselhos municipais e estaduais, bem como dos parceiros que se sensibilizaram com a questão das pessoas com deficiência, entre eles estão a COEDE-BA – Conselho Estadual das Pessoas com Deficiência da Bahia, COMPED – Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência de Salvador, COMPED – Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência de Maranguapé – CE, CEDEF – Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Ceará, COMPED – Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Niterói – RJ e tem o suporte do MBMC – Movimento Brasileiro de Mulheres Cegas e com Baixa Visão, bem como empresários do Arara Shopping, QRCode Brasil e Reis Centro Comercial, entre muitos outros. 

A próxima live do Grupo A Hora já tem data marcada, dia 22 de fevereiro, e abordará a temática O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).



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