19/08/2015 às 19h25min - Atualizada em 19/08/2015 às 19h25min

Estado ganhará 270 mil metros de terra do Rio de Janeiro após mudança no mapa

O relatório foi confeccionado pelo IBGE a partir de um trabalho de campo realizado pelas três instituições no início de 2014. O documento expõe o histórico das divisas entre os Estados

Folha Vitória
Representantes dos órgãos se reuniram para redefinir limites do Rio Itabapoana (Foto: Divulgação/Governo)

O Espírito Santo vai ganhar 27 hectares em sua área territorial após um relatório elaborado pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Coordenadoria de Geoprocessamento e Cartografia da Fundação Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro) redefinir a linha de limite do Rio Itabapoana, localizado na divisa do Estado com o Rio de Janeiro. O documento agora aguarda homologação da Junta de Conciliação e Arbitragem da Advocacia Geral da União.

O relatório foi confeccionado pelo IBGE a partir de um trabalho de campo realizado pelas três instituições no início de 2014. O documento expõe o histórico das divisas entre os Estados desde a colonização, além de apontar as alterações de áreas ao longo da linha limítrofe decorrentes da retificação (alinhamento) do Rio Itabapoana, ocorrida no início da década de 1970.

Com o ajuste da linha de divisa, o Espírito Santo terá um acréscimo de 27 hectares em sua área, nos municípios de Presidente Kennedy e Mimoso do Sul. Não há moradores no local, que se caracteriza por áreas de pastagem e extensão de propriedades rurais do entorno.

Para o chefe do Departamento de Terras e Cartografia do Idaf, Robson de Almeida Britto, consolidar o ajuste da divisa interestadual com o Rio de Janeiro é um passo importante na política cartográfica desenvolvida pelo Instituto. “Hoje, com as novas geotecnologias, boa parte dos serviços prestados pelo Estado à população necessitam de um mapa preciso que indique a real localização dos empreendimentos, sejam eles uma propriedade rural ou uma indústria. Isso interfere diretamente na emissão de licenças, no registro imobiliário, na arrecadação e na destinação de recursos. O aperfeiçoamento das nossas linhas de divisas e a unificação de traçado com os nossos vizinhos cariocas e mineiros dá precisão aos trabalhos desenvolvidos”.

No último mês uma polêmica envolvendo a entrada do Parque Caparaó que mudaria de localgerou mal estar entre capixabas e mineiros. De todas as mudanças propostas pelo IDAF aos cartógrafos mineiros, a única que gerou divergências foi a do estabelecimento da divisa no município de Dores do Rio Preto, na região do Caparaó. “A divisa na região é estabelecida pelo Rio Preto. Só que o curso do rio se divide em dois córregos em sua nascente; Minas Gerais reconhece um córrego como limite e o mapa capixaba considera o outro”, explicou o chefe de Geografia e Cartografia do Idaf, Vailson Schneider,. O especialista ressaltou, ainda, que o mapa nacional do IBGE converge com o do Estado.


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