28/12/2020 às 11h52min - Atualizada em 28/12/2020 às 12h20min

Economias mais inovadoras e digitalizadas foram mais resilientes aos impactos econômicos da pandemia, revela Índice de Inteligência Digital da Mastercard

Economias como Brasil, Colômbia e México começam a demonstrar grande engajamento nas mídias sociais e outras novas tecnologias

DINO
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A Mastercard divulgou o Índice de Inteligência Digital 2020 (Digital Intelligence Index - DII). Resultado de uma parceria com a Fletcher - escola de pós-graduação em assuntos globais da Tufts University, o DII mostra o progresso dos países no avanço de suas economias digitais e como mantêm sua confiança por meio da inclusão digital e conectividade na vida de bilhões de pessoas.

O índice desse ano destaca que países com economias mais inovadoras, digitalizadas e dinâmicas - como Estados Unidos, Coréia do Sul, Taiwan, Emirados Árabes Unidos e Alemanha - superaram significativamente a taxa de crescimento da OCDE no segundo trimestre de 2020 em meio ao lockdown[1] global e foram mais resilientes aos impactos econômicos da pandemia. Essas nações apresentam um alto número de profissionais capacitados disponíveis, colaboração ativa em P&D entre a indústria e as universidades, além de  um forte histórico de criação e introdução de produtos digitais no mercado.

Entre os outros resultados encontrados estão:

Quase dois terços da população mundial está online hoje. O mundo está entrando em uma fase ‘pós-acesso’ onde apenas o acesso à internet não é suficiente e aspectos como qualidade de rede, uso efetivo de tecnologias digitais e governança de dados são fatores determinantes. Os jovens nos países considerados emergentes estão demonstrando altos níveis de engajamento digital, o que está incentivando a expansão da transformação digital em suas economias.

Ajay Bhalla, Presidente de Cyber ​​& Intelligence da Mastercard, disse: “Nunca antes houve uma necessidade tão aguda de compreender os fatores que impulsionam a transformação digital e a confiança digital. Com esse conhecimento, empresas e governos podem trabalhar juntos para ajudar todos os 7,6 bilhões de pessoas em todo o mundo a se beneficiarem das vastas oportunidades que uma economia digitalmente avançada pode trazer. Embora ainda haja muita incerteza hoje, está claro que o sucesso digital será um alicerce fundamental para nossa recuperação coletiva”.

Para Felippe Galeb, Diretor de Soluções de Cibersegurança da Mastercard Brasil, “Agora, mais do que nunca, precisamos compreender os fatores que impulsionam a digitalização e a confiança digital. Com essas informações em mãos, empresas e governos podem trabalhar juntas para ajudar os cidadãos no mundo todo a se beneficiarem das oportunidades que uma economia digitalmente avançada pode trazer. A resiliência digital se tornará um alicerce fundamental da recuperação econômica”.

Uma perspectiva global da evolução e confiança digitais

Na edição deste ano, dois componentes são analisados: Evolução Digital, que captura o impulso histórico de uma economia, do passado físico ao presente digital, e a Confiança Digital, que é a ponte que conecta a jornada do cenário digital a um futuro digital inteligente e inclusivo.

Ao mapear 95% da população online mundial e com base em 12 anos de dados, o scorecard da Evolução Digital mede 160 indicadores de 90 economias em quatro pilares principais: ambiente institucional, condições de demanda, condições de oferta e capacidade de inovação e mudança. Estes se dividem em quatro categorias:

  • Economias de destaque (Stand Out) - Singapura, Estados Unidos, Hong Kong, Coréia do Sul, Taiwan, Alemanha, Estônia, Emirados Árabes Unidos, Israel, República Tcheca, Malásia, Lituânia e Qatar - são altamente avançadas digitalmente e exibem um grande impulso. São líderes em impulsionar a inovação, aproveitando suas vantagens existentes de maneiras eficientes e eficazes.
  • Economias paralisadas (Stall Out) – países como Suécia, Reino Unido, Holanda, Japão e Canadá - economias digitais maduras com um alto estado de adoção digital, apesar da desaceleração do impulso digital. Elas tendem a trocar velocidade por sustentabilidade e normalmente investem na expansão da inclusão digital e na construção de instituições robustas.
  • Economias emergentes (Break Out) - como China, Índia, Indonésia, Polônia e Rússia - estão evoluindo rapidamente. Com esse impulso e espaço significativo para crescimento, elas costumam ser altamente atraentes para os investidores.
  • Economias que necessitam atenção (Watch Out) – Grupo do qual o Brasil faz parte junto com países como Nigéria, Uganda, Colômbia, Peru, Paquistão e Sri Lanka - têm uma série de deficiências em sua infraestrutura. Apesar disso, os jovens estão demonstrando entusiasmo por um futuro digital com maior uso de mídias sociais e pagamentos móveis.

Já no quesito de Confiança Digital, são medidos 198 indicadores de 42 das economias do índice em quatro pilares principais: comportamento, atitudes, meio ambiente e experiência.

  • Economias como Brasil, Colômbia e México ganharam impulso nas pontuações de comportamento e começam a demonstrar grande engajamento nas mídias sociais e outras novas tecnologias.
  • China, Indonésia e Vietnã têm atitudes cada vez mais favoráveis ​na construção do seu futuro digital, impulsionadas pela rápida expansão digital e de suas oportunidades.
  • Países com abordagens mais maduras à transformação digital e à formulação de políticas ligadas a ela, como Suécia, Holanda e Dinamarca, compartilham medidas que fortalecem o ambiente de confiança, como políticas de privacidade, segurança e responsabilidade. Os cidadãos desses países tendem a ter atitudes mais otimistas em relação ao futuro da transformação digital.
  • Economias como Estados Unidos, Hong Kong, Taiwan, Coréia do Sul e Singapura fornecem aos cidadãos uma experiência quase perfeita, entregando o melhor da infraestrutura avançada, amplo acesso e interação incomparável. Essa experiência é acompanhada por altos níveis de engajamento, oferecendo a essas economias uma vantagem clara em um futuro ‘pós-acesso’.

“Em países como o Brasil, os jovens estão impulsionando a digitalização, mas é preciso melhorar a infraestrutura de acesso e criar políticas digitais progressivas para promover o empreendedorismo digital e a pesquisa e desenvolvimento”, finaliza Felippe Galeb.

 “A pandemia está sendo um grande teste do progresso do mundo em direção à transformação digital, provando nos termos mais rígidos possíveis como as economias digitais dinâmicas têm sido mais resistentes à turbulência econômica e estão melhor posicionadas para o crescimento futuro”, afirmaBhaskar Chakravorti, Diretor Executivo do Instituto de Negócios no Contexto Global da Fletcher.

 



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