27/11/2020 às 16h05min - Atualizada em 27/11/2020 às 17h01min

Cabos eleitorais protestam e temem calote da chapa Reginaldo Quinta/Geovana Quinta em Presidente Kennedy

Dívida, afirmam trabalhadores, refere-se a serviços prestados na campanha

Da Redação

Apesar de ter sido a coligação que mais recebeu receita nas Eleições 2020, sendo a maior parte deste valor vinda do fundo especial partidário (R$ 170.000,00), a coligação "Transformando Kennedy com Progresso e Igualdade Social", composta pelos partidos Democratas e Progressistas e representada pelos candidatos Reginaldo Quinta e Geovana Quinta, está sendo acusada de não pagar por cabos eleitorais e atividades de militância em Presidente Kennedy.

Um grupo de pelo menos 40 cabos eleitorais que trabalharam na campanha dos candidatos derrotados, esteve em frente a residência da então candidata a vice-prefeita Geovana Quinta para receber pelos serviços que foram encerrados em 14 de novembro.

Segundo os trabalhadores, os valores variam de R$ 600,00 a R$ 1.200.00 a receber. De acordo com os profissionais, para fazer panfletagens e participar de ações durante todo o período eleitoral, cada um receberia R$ 1.200,00.

A chapa Reginaldo Quinta/Geovana Quinta teria prometido quitar os pagamentos um dia antes da votação, o que, segundo o grupo, não ocorreu. 

Os cabos eleitorais acusam a chapa de entregar cheques sem fundos para pagar os serviços prestados durante a campanha. O
s trabalhadores também disseram ter assinado contrato com a coordenação da campanha Reginaldo Quinta/Geovana Quinta. 

No sistema DivulgaCand a coligação aparece com total de R$ 225.412,00 em recursos recebidos e R$ 255.569,50 em despesas contratadas. Das despesas, R$ 51 mil foram com atividades de militância e mobilização de rua.

Realizamos ligações tentando falar com o representante da coligação, mas até o fechamento desta matéria não conseguimos contato.  

Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), é necessário que as vítimas façam uma denúncia formal ao Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo que poderá apurar os fatos.

A orientação nestes casos, se concretizar um calote, é procurar um advogado e entrar com uma ação na Justiça do Trabalho.

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