13/11/2020 às 08h38min - Atualizada em 13/11/2020 às 08h38min

Grávida internada com Covid-19 na UTI faz parto de emergência no ES

Familiares da Thaisa André Esteves pedem doação de sangue nas redes sociais; João Guilherme nasceu na segunda-feira (9) e já respira sem ajuda de aparelhos

Da Redação
O nascimento do segundo filho era esperado apenas para janeiro do ano que vem, mas por causa da Covid-19, a bancária Thaisa André Esteves Trabach Lacerda precisou passar por uma cesária de urgência na segunda-feira (9), enquanto estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital de Vila Velha, intubada e lutando contra a doença. Depois de apenas 30 semanas de gestação, o pequeno João Guilherme veio ao mundo com cerca de 1.700 gramas e com uma capacidade pulmonar delicada. Internado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin), ele precisou ser intubado, mas depois de dois dias passou a respirar sem a ajuda de aparelhos, de acordo com o pai.

Proprietário de uma corretora de seguros, Fabricio Trabach Lacerda confessou que o momento ainda é de muita incerteza para a família. "Os médicos fizeram o parto para usar medicações mais agressivas na minha esposa. O meu filho ainda vai fazer testes para ver se também está com o novo coronavírus", resumiu.

Segundo ele, a mulher permanece estável, mas em estado grave. Internada desde a última quarta-feira (4), ela apresentou os primeiros sintomas há cerca de duas semanas, depois de o pai testar positivo para a Covid-19. Nesse intervalo de tempo, o quadro passou de um incômodo na garganta para uma pneumonia.



Antes de ser intubada, a taxa de oxigênio no sangue da capixaba chegou a ser de apenas 74%, de acordo com o marido. Para ter uma ideia da gravidade, o normal é que fique acima dos 95%. "No sábado (7) à noite, os médicos me falaram que iriam intubar para não prejudicar a gravidez e aliviar o cansaço físico dela", contou Fabricio. Até esse momento, no entanto, ele reclama que precisou passar por cinco atendimentos em hospitais particulares de Vitória e Vila Velha. Nos três primeiros, a Thaisa foi dispensada sem medicamentos. No quarto, o médico passou um corticoide; e no quinto, quando procurou um pronto socorro na Praia da Costa, acabou internada.

Thaísa, ainda grávida de João Guilherme, junto da filha Melissa e do marido Fabricio. Crédito: Acervo pessoal Além das idas e vindas aos hospitais, o resultado do primeiro teste do novo coronavírus só chegou para Fabricio na tarde desta quarta-feira (11), mais de dez dias depois da coleta. "Eu não sei como funciona os trâmites e a burocracia, mas pela agressividade do vírus não poderia demorar tanto", defendeu. Juntos há 10 anos e casados desde 2014, ele e a Thaisa têm também a pequena Melissa, de três anos. Felizmente, a menina e o pai testaram negativo para a Covid-19. "Eu tento ficar o máximo de tempo com ela. Graças a Deus, financeiramente nossa vida está organizada, mas o resto está tudo enrolado", confessou Fabricio.

PEDIDO DE DOAÇÃO DE SANGUE
Por causa da cesária de urgência, a Thaisa precisou usar bolsas de sangue e, independentemente de saber se ela vai precisar novamente, os familiares e amigos têm compartilhado nas redes sociais o pedido para que as pessoas façam doações de sangue, seguindo uma solicitação feita pelos próprios médicos.

"Eu recebi a mensagem por celular, que estava precisando de sangue por conta do que foi usado. Repassei para todos os conhecidos e ontem já mandei de novo. Tivemos feedback de gente que foi doar ou que reencaminhou o pedido para ajudar. Isso é muito reconfortante nesse momento", disse Fabricio.

Fonte: A Gazeta

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