10/11/2020 às 14h18min - Atualizada em 11/11/2020 às 00h01min

Apesar da pandemia, oncologistas alertam sobre necessidade de exames para detecção do Câncer de Próstata

Hospitais reforçam fluxo seguro para receberem pacientes oncológicos

DINO

Em tempos de pandemia, a importância de se falar sobre a atenção e continuidade na realização de exames de rotina é maior. Ainda mais quando o assunto é câncer de próstata. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Brasil, o câncer de próstata aparece em primeiro lugar na incidência de casos em homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma), ocupando o segundo lugar no tipo de câncer que mais mata nesta população, atrás do câncer de pulmão.

"Apesar da estimativa de 65.840 novos casos no Brasil para 2020 (INCA), observamos que a preocupação com a COVID-19 tem postergado a realização de exames, comprometendo a detecção precoce do câncer de próstata, fundamental para aumentar as chances de cura da doença. Rotas diferenciadas para pacientes sem suspeita de COVID-19 e consultas por telemedicina foram algumas das ações adotadas para facilitar o acesso dos pacientes ao atendimento médico e a realização de exames, garantindo a segurança e qualidade da assistência dos nossos pacientes não deixem de realizar seus tratamentos e exames", reforça a Dra. Cynthia Lemos, oncologista do hospital Samaritano Higienópolis.

Além do acompanhamento anual por rotina, alguns sintomas podem indicar a necessidade de visita ao urologista. Embora o crescimento da próstata não provoque sintomas em muitos casos, a uretra pode ser comprimida e causar problemas para urinar, como fluxo de urina fraco, urgência para urinar e vontade mais frequente de urinar.

Apesar do crescente acesso às informações relacionadas aos benefícios em realizar exames (toque retal e antígeno prostático específico – PSA) para a detecção precoce, a busca pela avaliação do especialista ainda é um tabu para grande parte dos homens. A grande importância dessa conscientização é evitar o diagnóstico tardio, na fase de doença metastática, quando outros órgãos além da próstata já foram acometidos. Apesar de ainda não termos dados concretos, há uma expectativa que a pandemia favoreça o aumento da doença metastática ao diagnóstico, uma vez que muitos pacientes não têm realizado seus exames.

Mitos e verdades em relação ao câncer de próstata:

O toque retal não é um exame necessário se o meu PSA estiver normal.

MITO. O toque retal é um exame indolor que que complementa a avaliação da próstata em conjunto com a dosagem de PSA no sangue. É importante ressaltar que alguns tumores malignos da próstata não aumentam o PSA mas são detectados ao toque.

O PSA elevado significa que tenho câncer de próstata.

MITO. Há outras condições que levam ao aumento da dosagem de PSA no sangue. A principal delas é o aumento fisiológico da próstata que ocorre com o avanço da idade, também chamada de Hiperplasia prostática benigna (HPB). Outras causas não oncológicas de elevação do PSA incluem prostatite (inflamação da próstata), prática de ciclismo, motociclismo, equitação ou relação sexual com menos de 48 horas da realização do exame.

Ter pai, irmão ou tio com doença aumenta meu risco.

VERDADE: O câncer de próstata tem uma importante correlação com fatores genéticos e hereditariedade. Homens com história familiar de câncer de próstata em quaisquer dos lados da família (materno ou paterno), particularmente aqueles com parentes de primeiro grau diagnosticados antes dos 65 anos têm risco aumentado para a doença.

O câncer de próstata é uma doença do idoso.

MITO: A idade é um dos principais fatores de risco, havendo maior incidência a partir dos 50 anos, aumentando as chances à medida que a idade avança. É esperado um número cada vez maior de casos uma vez que a expectativa de vida tem se prolongado.

Coaching Oncológico

Além do tratamento medicamentoso ou cirúrgico, o hospital Samaritano Higienópolis tem um programa de Coaching Oncológico, composto por sete sessões individuais e gratuitas, com uma hora de duração cada uma, para auxiliar pacientes com câncer da unidade a reorganizarem a sua rotina durante o período do tratamento. “Neste programa são trabalhadas questões como o autogerenciamento e satisfação dos pacientes em relação a tempo, vida, família e carreira”, diz Murielle Brito, que é coach na unidade.

O câncer de próstata

A próstata é uma pequena glândula do tamanho de uma noz que produz o líquido seminal, situada logo abaixo da bexiga e à frente do reto e é atravessada pela uretra. O crescimento desordenado das células da próstata dá origem a um tumor que se não tratado, permite que as células malignas acometam os linfonodos regionais, caiam na corrente sanguínea e se espalhem para outros órgãos, é o que chamamos de metástases. Os ossos são os mais comumente acometidos, mas também podem se disseminar para outros locais.

Para descobrir a doença em estágio inicial, antes de os sintomas aparecerem, é preciso realizar o exame da próstata pelo toque retal a partir dos 50 anos ou antes, em caso de histórico da doença na família.

Fluxos de segurança no hospital Samaritano Higienópolis

O hospital Samaritano Higienópolis adotou uma série de medidas para receber seus pacientes com total segurança. Muito fluxos foram individualizados desde as consultas até as cirurgias e exames. Os horários destes atendimentos foram espaçados; ações como a higienização após a saída de cada paciente foram intensificadas; e as admissões são realizadas através de check-in telefônico. No caso das cirurgias eletivas, o paciente já é encaminhado direto para quarto no hospital; o centro cirúrgico é exclusivo para pacientes ‘não Covid’; e 2 dias úteis antes do procedimento eles passam por teste PCR. A recuperação acontece em leitos espaçados, e há uma UTI dedicada a pacientes ‘não Covid’, além de 3 andares de internação exclusivos. A alta é realizada direto no quarto.

 

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