03/06/2015 às 15h23min - Atualizada em 03/06/2015 às 15h23min

Sindicalista pede cassação do prefeito de Cachoeiro

Jornal Fato

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cachoeiro de Itapemirim (Sindimunicipal), Jonathan William, na condição de cidadão, como prevê a legislação, protocolizou na tarde de ontem, na Câmara Municipal, o pedido de abertura de Comissão Processante (CP) contra o prefeito Carlos Casteglione (PT), com base em recentes condenações contra o chefe do Executivo Municipal por improbidade administrativa, em que ainda cabem recurso.
 

Com tempo de 15 minutos, cedidos pelo vereador José Carlos Amaral, Jonathan William utilizou a tribuna do Legislativo e justificou o pedido de abertura da CP.

“O prefeito foi condenado por fraudes na licitação na contratação de empresa para a realização de manutenção dos veículos do Município; foi condenado por nepotismo e contratou de forma irregular servidores. O Município possui hoje 3,2 mil servidores efetivos e 3,8 mil contratados. São sete anos de governo, muitas pessoas estão lá há todo este tempo, e não se justifica a ausência de concurso público. Isso é improbidade”, disse Jonathan.

William ainda prometeu fazer uma mobilização para levar o máximo de pessoas possível na sessão próxima sessão ordinária da Câmara, quando será decidida se será criada a CP.

Segundo o presidente da Câmara, Júlio Ferrari (PV), a leitura do documento será feita na próxima sessão, e será necessário o voto favorável de dois terços dos vereadores, ou seja, 13 votos, para que seja criada a CP composta por três membros.

Depois de instalada, a Comissão Processante iniciará os trabalhos no prazo máximo de cinco dias, sendo encerradas as apurações em 90 dias, quando o relatório será lido, e então votada a cassação ou absolvição do prefeito. Também serão necessários dois terços dos votos para que isso ocorra.

 Defesa 
“Sou a favor de esperar o fim do trabalho do judiciário para depois tomar qualquer atitude em relação ao prefeito. Na época que Roberto Valadão foi prefeito, a Polícia Federal realizou uma operação fechando a rua e vasculhando a sede da prefeitura. Ele foi afastado do cargo, e agora veio à notícia de sua absolvição. Então é melhor esperar”, disse o vereador David Lóss (PDT).

 

O vereador Jonas Nogueira (PV) concorda. “Temos que ter muita prudência e analisar estas denúncias. Mas o melhor é deixar o judiciário concluir os trabalhos, até porque ainda cabe recurso nas condenações”, afirmou Nogueira.
 
Ataque 
Alexandre Maitan (PDT) acusou os vereadores de serem coniventes com as ações do prefeito. “A maioria dos vereadores tem cargos na Prefeitura. Pouco provável irem contra o chefe do Executivo”, disse.


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